30.12.12

Pergunta mais frequente da semana?

Janeiras em Dezembro


Ranchos folclóricos. Não tenho nada contra a sua patética existência, nem contra as pessoas que acham o máximo passar o tempo livre a rodopiar em círculos, entoando com voz de cana "ranchada" o canto de acasalamento da gralha-de-nuca-cinzenta, vestidos como extras do "The Miracle of Our Lady of Fatima".
Se não me incomodarem a mim, eu não os incomodo a eles.
Mas quando estou descontraído a desfrutar uma belíssima refeição no meu restaurante favorito e de repente surge um ataque surpresa e vejo-me cercado por um gang de gatos com cio a berrar esganiçadamente enquanto tentam extorquir uns trocos para parar com a tortura, eu só penso: será que estes tipos têm seguro contra um garfo espetado na testa? 


22.12.12

Xmas Shuffle Vol.6

Como manda a tradição, aqui vai o subsídio musical.
Não aconselhável a quem sofrer de TPN.



Ah, e feliz Natal!

Prenda: aqui.

14.12.12

Twigs - Breathe

Há aqui qualquer coisa que bate mesmo muito certo..... (e não me estou a referir ao martelo).








12.12.12

Kitty Power

Hilariante. Quem já assistiu a uma destas performances "especiais" da Cat Power que levante o braço.





11.12.12

Cold Pumas

"There´s joy in repetition", diria o Prince. Que é como quem diz: groove a groove enche a catarse o papo. Foi com este objectivo em mente que os Cold Pumas partiram para "Persistent Malaise", o recomendável álbum de estreia destes felinos de Brighton que ajuda a manter acesa a chama do revivalismo krautrock. Hipnótico o suficiente para iludir as maleitas mais persistentes.

Há uma edição de 500 cópias em vinil (180g), que os mais despachados poderão encomendar aqui.



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6.12.12

Merry Kishi



Kishi Bashi não é só um tipo com um nome patusco, é também o responsável por um dos álbuns mais divertidos do ano. "151A", é um disco cheio de pequenas sinfonias pop, doces e coloridas, assim como Cornelius faria se desatasse a brincar aos Animal Collective.
Ora segundo a sua editora - pretendendo iniciar uma tradição natalícia - podem agora adquirir, por preço a nomear (sim, pode ser $0), um inédito de K.B. alusivo à época que se avizinha. Uma pequena preciosidade em flexi-disc (mais o respectivo download), com o formato de um floco de neve e limitada a mil unidades. E no caso de decidirem soltar os cordões à bolsa (nem que seja $1), todo o dinheiro recebido será enviado para uma instituição de caridade. Todos ganham, portanto.
Basta ir aqui, antes que esgote...



Já agora, para o "151A":
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5.12.12

Vintage Rufus

Anda por aí uma nova edição do último opus do Rufus, contendo um bónus intitulado "WWIII".
Um castigo injusto para quem comprou a primeira edição, pois este é mesmo um dos melhores temas do disco. Sacana.

4.12.12

Primavera Club | Guimarães 2012

Dia 1 | 30-11-2012

Lemonade | CCVF | Pequeno Auditório

Em pouco mais de dois anos, a vaga chill-wave metralhou para a ribalta uma lista interminável de projectos, até implodir por saturação. Os sobreviventes deram um passo ao lado (ou atrás) e dedicam-se agora a alguma espécie de revivalismo alusivo às décadas de setenta e oitenta, com Toro & Moi, novamente, a iluminar o caminho. Os Lemonade parecem querer fazer o percurso inverso. Depois de um primeiro álbum pintado com as cores brilhantes dos LCD ou !!! têm vindo gradualmente a aveludar o seu som até chegarem a Diver, o seu melhor disco até à data, onde as sobras do chill-wave, se misturam com subtis referências a James Blake e Frank Ocean, criando um som atraente e convidativo. Infelizmente ao vivo a coisa não resulta plenamente. Fora do estúdio notam-se algumas fragilidades, quer na voz, quer nos arranjos empobrecidos que tentam compensar com um carácter efusivo mas sem munições para o efeito (ressalte-se porém que a escolha do recinto  não terá sido a mais acertada para a festa que se pedia).
O facto de visualmente parecerem uma banda neo-romântica caída de 1982 tem alguma piada - mesmo que involuntária - mas não chega...

Daughn Gibson | CCVF | Café Concerto

"All Hell", o álbum de estreia de Daughn Gibson,  editado no início do ano, com a sua meticulosa sonoridade lo-fi, baladas country sobre samples sombrios e uma portentosa voz de barítono a sublinhar tudo a traço grosso, tinha todos os ingredientes para não ganhar concursos de popularidade. Puro engano. Não só se revelou um dos discos mais viciantes do ano como, ao vivo, ganha uma dimensão extra, servido com aquele vozeirão do outro mundo e uma incrível presença em palco, tão imponente como os camiões TIR que o o rapaz costumava conduzir. Surpreendente, para um tipo com um laptop e duas máquinas de samples. Só pecou por ser tão curto, embora cheirinhos de um novo álbum a caminho deixem antever experiências ainda mais gratificantes num futuro próximo.

Sharon Van Etten | CCVF | Grande Auditório

Vim para este concerto com a excitação e a expectativa de um adolescente com cio prestes a saborear a primeira vez. Tudo o que tenho a dizer é que não saí desiludido. Melhor momento do festival, com o bónus inesperado de ter a fantástica Heather Woods Broderick no lugar de co-piloto. Palavras para quê, é ver e babar.

Destroyer | São Mamede

A par dos Wilco, os Destroyer são actualmente uma das melhores bandas para ver ao vivo e toda a gente deveria assistir a um concerto seu pelo menos uma vez na vida. De preferência já, enquanto os efeitos de Kaputt ainda se fazem sentir e a banda está num absoluto estado de graça, tocando com uma fluidez e um entrosamento impressionantes. Devido à maldita sobreposição de concertos só apanhei o final, mas o deleite com que assisti ao concerto de Vigo, no verão passado, repetiu-se totalmente nesses escassos vinte minutos.

Ariel Pink | São Mamede

Com Ariel Pink, assistir a um concerto consistente do princípio ao fim, é cada vez mais um golpe de sorte. Como tentar sintonizar uma rádio decente na auto-estrada ou esperar que a torrada caia sempre com a manteiga para cima. Começo a duvidar que o momento absolutamente perfeito que teve lugar no Plano B em 2010 (lembrem-me para o pôr aqui um dia destes) vá ter réplica à altura. A mistura entre a lucidez melódica,  a roçar a epifania e o experimentalismo errático e a fazer festinhas à indulgência, vai ser sempre o trunfo maior, que faz de Ariel Marcus Rosenberg um dos mais imprevisíveis e interessantes personagens do panorama musical actual. Mas é também o seu calcanhar de Aquiles, um equilíbrio difícil de manter ao vivo durante uma hora inteira, umas vezes conseguido, outras nem por isso. O que não impede que se tente sempre.  Afinal, qualquer oportunidade para ouvir uma versão inesperada de "Round and Round" é sempre bem vinda.

Dia 3 | 02-12-2012

Gorada que estava a possibilidade, por motivos logísticos, de ir ao segundo dia do festival, não resisti ao convite da Campaínha Eléctrica para assistir aos dois últimos concertos, após a jantarada da praxe.

Cats On Fire | São Mamede


Os finlandeses Cats On Fire são uma banda simpática, que pratica um indie-pop agradável com um travo a Aztec Camera e a Smiths. Têm umas músiquinhas giras, bem tocadas e com tendência a condensarem-se  numa névoa indistinta que não deixa grande marca. Têm em Mattias Björkas (amante das "bejecas" Sagres) um líder com o carisma do Brett Anderson e um sentido de humor tipicamente nórdico. Sabe cativar a assistência com piropos bairristas e tem manha suficiente para finalizar o concerto com "A Few Empty Waves". Para além de ser a canção mais up-beat do último álbum (fazendo lembrar um pouco o Jens Lekman),  tem tudo para agradar ao público luso, com a sua alusão constante ao "portuguese water dog".  Distraem sem chatear e sem registar. O que me fez ir até casa a matutar se esta seria a primeira ou a segunda vez que os via ao vivo...

The Vaccines | São Mamede

Fica-se vacinado contra os Vaccines logo ao primeiro álbum dos londrinos, embora seja de reconhecer (a custo) que no segundo (e num dos EPs que o acompanham), até há dois ou três temas interessantes. Pelo menos o suficiente para não me fazerem rodar a cabeça 360 graus e vomitar Tantum Verde. O resto é mais do mesmo, pastiche atrás de pastiche, pilhagem atrás de pilhagem. Normalmente, grupos com o carimbo "next big thing" do NME não passam a fronteira do "sabor do mês". Este é  um caso à parte, um produto muito bem trabalhado pela editora e pelo manager seguindo o manual da indústria discográfica para a criação de estrelas rock pseudo-indie. Vê-los ao vivo, confirma-o penosamente. A sucessão de tiques e clichés de uma banda de estádio em formato embrionário deixa um sabor enjoativo a fenómeno fabricado, não conseguindo sacudir a impressão de estar a assistir aos Green Day a tentar imitar uns Strokes menos inspirados. Estarão a encher pavilhões não tarda nada. 

P.S. Já agora, uma achega: usar clássicos dos Stones e do Neil Young como música ambiente, antes e depois de um concerto desta estirpe, não sugestiona positivamente. Só serve para evocar a imagem de uma gigantesca sandes de bosta. 

3.12.12

Devendra de Mala aviada

Para alguém tão prolífico como Devendra, três anos sem editar é muito tempo. O que para die-hard fãs como eu, habituados à dose habitual, dá uma ressaca monumental. Mas antes que os Flaming Lips se lembrassem de gravar um "Is Devendra Banhart Dying?", eis que (via Pitchfork) chega a boa nova natalícia: o ex-senhor Portman vai lançar - se bem que só lá para a Primavera - um disco novo intitulado Mala. Desta feita, evitando o erro de percurso que foi editar por uma major (a Warner), que quase o apagou do mapa. O disco leva agora o selo da Nonsuch, com produção, mais uma vez, do compincha Noah Georgeson. Esperemos é que os ares de Nova York, onde agora reside, não lhe tenham dado a volta ao miolo.

Teaser de serviço:

29.11.12

Bonnie 'Prince' Xmas

Já são tantos os 7" deste rapaz espalhados pelos cantos da casa que, mais um menos um, não vai fazer grande diferença....




Dawn McCarthy & Bonnie 'Prince' Billy "Christmas
Eve Can Kill You" - Limited 7"

Para comprar? É aqui.

28.11.12

Sharon & companhia no Primavera Club de Guimarães



Se o Primavera Club fosse na Cova da Iria (reconhecido local de espectáculos primaveris), esta rapariga com nome de dominatrix era a única que me punha em marcha acelerada para Fátima num ápice. Felizmente não vou ter que andar tanto, na próxima sexta feira, Sharon Van Etten, uma das minhas obsessões de estimação, vai estar aqui a dois passos e (ó felicidade!) traz a tiracolo uma das revelações mais interessantes do ano: Daughn Gibson, ex-camionista tornado electro-country-autor e o único que seria capaz de transformar o hino cantado por Tony Pinheiro, numa peça digna de figurar numa banda sonora do David Lynch.



Como se isto não bastasse, ainda temos direito a Lemonade e ao regresso a terras lusas destes dois cromos geniais, o que só por si já justificaria os 25€ do bilhete:

Destroyer

Ariel Pink


É muita fruta!
Cartaz completo para o dia 1 do festival aqui.

25.11.12

Pure Bathing Culture


O EP homónimo lançado este ano, cuja aquisição em vinil se aconselha vivamente, augura um futuro radioso para este duo de Portland - que também joga nos Vetiver - criador de melodias infectuosas, com a suavidade etérea dos Beach House e a melancolia pop folk da banda de Andy Cabic.
Fresco no Verão, quente no Inverno.

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Mac Rumours

Various Artists - Just Tell Me What You Want, ATribute To Fleetwood Mac
Various Artists - Rumours Revisited




Durante as três últimas décadas não era muito comum mencionar os Fleetwood Mac sem os associar a algum tipo de guilty pleasure, sob pena de se ser olhado de soslaio e julgado por comportamento desviante. Mas nem sempre foi assim. Entre o início totalmente dedicado ao purismo blues e um final de carreira balofo e decadente como um enorme cliché mainstream, houve uma altura em que esta banda de hippies aciganados reinou suprema, quebrando recordes de vendas, popularidade e aclamação crítica. Tudo por causa daquele que é (juntamente com Tusk) um dos grandes clássicos da música pop, uma obra intemporal que continua a influenciar uma enormidade de gente (olá Midlake) que nem sequer era nascida quando o disco saiu. Estou a falar de Rumours, o álbum que todos devem ter por casa, mesmo que esquecido no fundo de um armário. Quem nunca lhe pôs os ouvidos em cima, pode começar por estes dois belíssimos discos tributo editados este ano, com toda a legitimação indie necessária para lubrificar até os ouvidos mais entupidos de ironia hipster. Está na altura de sair do armário.

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23.11.12

PARTY ON

  © Anoik 
 

A  Dedos Bionicos festeja amanhã o seu 5º aniversário!
O cartaz não deixa margem para dúvidas, a festa vai ser rija.
Parabéns ao Nuno, mentor/motor incansável deste projecto, que tem acariciado os ouvidos dos brigantinos com concertos de altíssima qualidade e artistas de gabarito.

You rock ma friend!!!


mais info aqui.

16.11.12

Gostas de mel?


Vai ao Passos Manuel.
Felizmente as melhores tradições ainda são o que eram.
E não há Outono sem o Norberto no Passos.

15.11.12

Arthur Beatrice


Este quarteto londrino composto por três moços e uma cachopa com idades que não ultrapassam os 21 anos, anda desde o início do ano a ameaçar com o álbum de estreia que tarda a chegar. Os dois singles editados até à data só têm contribuído para fazer crescer água na boca na expectativa do que pode vir a tornar-se num dos mais interessantes projectos britânicos da temporada. Imaginem umas Warpaint em versão mais aguada e radio friendly, tentando não ultrapassar a barreira para o facilitismo. Não o conseguem claro, mas o que fica pelo caminho não é de se deitar fora.





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Grande urso!

Daniel Rossen, o meu ursista favorito e principal responsável pelos Department Of Eagles (também conhecidos por Casa do Benfica), decidiu recentemente presentear os visitantes da sua página soundcloud, com dois primorosos favos de mel retirados da sua colheita privada, a qual já este ano nos havia fornecido néctar suficiente para nos besuntar-mos da cabeça aos pés.
São duas gravações caseiras de 2009, contendo o toque de génio habitual, mais 23% de charme acrescentado, pelo facto de fazerem aparecer um holograma do Elliott Smith de cada vez que as ouvimos.




My precious.....



Vocês gostam muito, mas mesmo muuuito dos Alt-J não é?
Então e se eu vos dissesse que a banda sonora de Silver Lings Playbook contém um precioso original da banda delta, acabadinho de pingar por estes lados. Começavam a salivar mais abundantemente que o Homer Simpson numa fábrica de donuts, certo?
"Buffalo" é o nome do bicho que - quem sabe - poderá até levar os nossos meninos a subir ao famoso palco onde se distribuem aquelas estatuetas abichanadas, em Fevereiro do próximo ano.
Íamos gostar menos deles por causa disso? Nahh.

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14.11.12

Foda-se pá....


"The Return To Form Black Magick Party" - disco que há cinco anos atrás me fez percorrer 400km  para assistir a um curto mas memorável concerto numa minúscula taberna de Alcobaça, com Jonathan Levi a tocar quase em cima do meu colo, enquanto eu me ia desviando das tanjas que o baixo me passava à cabeça -, não está a ter irmãos à altura. O que me faz pensar que só pode ter sido adoptado.
Não é que "Medicine", o mais recente tiro ao lado de Pop Levi chegue a ser um mau disco, apenas está  para "Magick Party" como Tito estava para o Michael Jackson.



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9.11.12

☾:

estes bem podiam mexefestivalar também...

 

Bo Keeney


A exposição massiva tem destas coisas, por estes dias é capaz de não ser o cúmulo do cool ter o nome associado à ex-indie darling Lana Del Rey (não que eu me importasse muito) mas pelo menos chama a atenção. Nem que seja pelo simples facto de se partilhar a mesma editora, como é o caso deste estreante de 23 anos prestes a editar o seu primeiro EP (9 Dez) pela Stranger Records.
Bo Keeney (Bo, em homenagem não ao cão do Obama, mas ao lendário Bo Diddley, ídolo do pai), é um melómano obsessivo com o dom da ubiquidade instrumental, que cresceu na California (onde a mãe era estilista capilar de bandas de hair-metal) e vive agora no Reino Unido, locais cuja influência é tão óbvia que se consegue ver do espaço.
Os três temas do EP misturam doses generosas de blues, soul e drum'n'bass com uma naturalidade do caraças, sem esquecer uma piscadela de olho nada subtil, ao ceguinho que só telefonou para dizer que me ama. Quando resulta, consegue pôr um mono com dois pés esquerdos a dançar como se fosse o rei da pista. Hit it.

8.11.12

Field Mouse



Os Field Mouse são uma banda de Brooklyn (sim, mais uma), dedicada a recriar aquela pop etérea com tiques shoegaze que fazia as delícias dos adeptos da 4AD em meados de oitenta. Têm uma miúda gira no microfone, um álbum de 2010 que passou despercebido, dois agradáveis EP's deste ano a merecerem uma escutadela descontraída e pouco mais haveria a dizer, não se desse o caso de terem feito uma fantástica versão de "Falling", o tema título de Twin Peaks, incluída no lado B do single "How do You Know", lançado em edição limitada pela Lefse Records. O single faz parte de um pacote de sete rodelas exclusivas, que pode ser adquirido por inteiro, ou em suaves prestações, aqui. Cheira-me a bom investimento. Resta aguardar agora pelo tira teimas que será o segundo álbum.







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3.11.12

Mac DeMarco


Ao segundo álbum em menos de um ano (!), Mac DeMarco consegue superar o excelente cartão de visita que foi "Rock And Roll Night Club" e afastar aquela sensação de sacana com sorte que acertou no alvo à primeira tentativa com uma perna às costas, de forma desleixada e olhos fechados.
Os trejeitos de crooner indolente, a cantar por cima de guitarras debitadas por um leitor de cassetes com problemas motores foram atenuados, tornando as canções mais concisas e cativantes. Paira uma agradável sensação de bem estar por todo o disco, independentemente da temática recair sobre famílias disfuncionais fabricantes de estupfacientes ou pedidos infrutíferos a amores não correspondidos, Se fosse diluído no depósito de fornecimento de água, atenuava o amargo de alma que para aí vai. Que tal uma vaquinha para o trazer cá?

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Agora vejam isto:
E aos 2:50 minutos saltem para aqui:

Twin Shadow | CCV Flor | Guimarães 28-10-2012



Flamingods


Quem tiver tropeçado nalgum dos singulares métodos editoriais da Art is Hard , não ficará desapontado com escolha dos responsáveis para primeiro álbum a ser lançado por esta prometedora editora londrina, em 2013.
A honra coube aos Flamingods com "Sun" e, a julgar pelo fantástico aperitivo aqui em baixo, um admirável pedaço de indie-pop barrado com experimentalismo étnico, só pode ter sido uma decisão fácil. Esperam-se altos voos destes deuses flamejantes.



1.11.12

26.10.12

Angel Olsen


- Desculpe, pode-me dizer como se chega à Angel Olsen?
- Ora bem, passa pela Alela Diane e segue sempre a direito até à Nina Nastasia, contorna, vira à esquerda e quando chegar ao cruzamento entre a  Laura Gibson e a Marissa Nadler vira à direita em direcção à Karen Dalton. A Angel Olsen fica mais ou menos a meio, mesmo em frente à Tiny Ruins.
Não deixe de experimentar as "Acrobat" e "The Waiting". São de chorar por mais.


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24.10.12

Andy Burrows – Company



Façam o teste de carbono-14 a este álbum, e o resultado sairá errado em mais de trinta anos anos. Quem sentir saudades de uma época que não viveu (ou não teve idade para gozar), onde o calendário nunca passa de 1979, vai ficar surpreendido com este disco. As canções, previamente embebidas em orquestrações luxuriantes, são servidas com um fiozito de azeite extra-virgem e é de bom tom ter um fraquinho pelos Fleetwood Mac e Steely Dan.
Acrescente-se ainda que o autor desta agradável badochice tem um currículo bastante improvável para este tipo de coisas... Andy Burrows foi baterista dos pouco recomendáveis Razorlight e We Are Scientists até enveredar por uma carreira a solo e conseguir pela primeira vez - à terceira tentativa - olhar para o espelho sem sentir vontade de vomitar. Um feito notável que merece ser contado na Fátima Lopes.



23.10.12

Dan Croll


From Nowhere, o single de estreia deste moço colou-se-me ao ouvido à primeira escutadela - eu sei, eu sei... o catchy as hell é por vezes mais efémero que uma paixão adolescente.
Nada a fazer, crollei-me à melodia fácil e prazenteira, à letra bonitinha e à voz danada de boa.
Aguardemos notícias de Liverpool, que este rapaz, definitivamente, vem d'algum lado...


Josephine Foster | Passos Manuel | Porto | 18-10-2012

No final de cada concerto, os dotes vocais de Josephine Foster costumam motivar comentários jocosos entre os que garantem ter desafinado o tempo todo e os que afirmam exactamente o contrário.
No entanto, todos concordam numa coisa, é a sua forma de cantar tão peculiar, como uma soprano com síndrome de insuficiência tonal, que faz dos seus concertos momentos únicos e inesquecíveis. Claro que ter uma banda maleável às flutuações harmónicas da vocalista e contar (literalmente) a tempo inteiro com o contorcionismo melódico de um guitarrista hiperactivo também ajuda. Isso e um reportório imaculado, neste caso, a incidir especialmente no fabuloso Blood Rushing, álbum recentemente editado, de onde foram retiradas nove deliciosas fatias (excluindo apenas "Sacred Is The Star"), com tempo ainda para um desvio até "This Coming Gladness" com "The Garden Of Earthly Delightts" e para uma pequena homenagem aos colegas Cherry Blossoms com uma versão de "Amazing Stars", terminando com a cereja no topo do bolo, a interpretação de "Mother Nature Is The Holliest " à boca do palco, apenas com um bombo e uma pandeireta, em jeito de pow-wow, invocando um dos fortes motivo de inspiração para Foster, que desde cedo se interessou profundamente pela cultura nativo-americana.

21.10.12

10

Parece incrível, mas faz este mês uma década que Up The Bracket, o bombástico contributo dos Libertines para o renascer do interesse de toda uma geração pelo indie rock (culpa, obviamente, dos Strokes e White Stripes) viu a luz do dia. Mais incrível ainda é constatar, contra todas as expectativas, que as casas de apostas estavam erradas, todas as tentativas de Pete Doherty pare se juntar ao heavenly choir foram até agora infrutíferas. Passaram dez anos, mas ele não se lembra de nada.

20.10.12

Negativland, hoje no Maus hábitos. Entrada Livre


"A 5.ª edição do festival Futurplaces, dedicado aos média digitais e à cultura local, regressa ao Porto (...), tendo por cabeças de cartaz a banda experimental Negativland e o gráfico Philip Marshall (...)"

Mais aqui: JN

19.10.12

Não sejas mau para mim


Que os Beatles eram uma banda extremamente prolífica, chegando com facilidade a editar três discos num ano, toda a gente sabe. O que nem todos se lembram - ás vezes nem os próprios -, é de todos os temas não editados, músicas oferecidas por dá lá aquela palha a outras bandas, músicos amigos ou completos desconhecidos, que escorriam da fonte "Lennon & McCartney" num fluxo inacreditável, sem perder o costumeiro selo de qualidade. É famosa a história de Paul (numa noite de confraternização alcoólica) compor, in loco, o tema "Penina", para os Jotta Herre, banda residente do hotel Algarvio onde estava hospedado (a canção viria mais tarde a ser gravada por Carlos Mendes).
Alguns desses temas, foram aparecendo esporadicamente em raríssimas demo-tapes gravadas, em baixa fidelidade, pela própria banda. Um dos meus favoritos, o inspirado "Bad To Me", foi composto para Billy J. Kramer, mas independentemente do intérprete, a autoria é inconfundível, tresandando a Beatles por todos os poros. A demo original, registada em 63, contém apenas a voz de Lennon acompanhada à guitarra, só que, como seria de esperar, não tardaram a surgir os inevitáveis acrescentos caseiros, que ajudam a dar uma ideia de como poderia soar o produto final.

versão original


versão "kitada"

17.10.12

Bye Bye Bicycle, agora vamos a pé.


Os Bye Bye Bicycle, uma mediana banda sueca que em 2011 andou por cá a promover o primeiro álbum por todo o país, parece ter ficado particularmente caída de amores pela invicta, ao ponto de no segundo álbum - acabado de editar -, incluir um tema precisamente intitulado "Porto", que por acaso (e isto não é a minha costela bairrista a falar) até é um dos mais bem conseguidos do disco. Claro que há sempre a hipótese de nada disto ser verdade, e "Porto" ser apenas a palavra sueca que significa "portes de envio". Qual  interpretação correcta? É para o lado que dormirem melhor.
Vejam-nos a praticar o "mendiganço" na rua de Santa Catarina e digam lá se não dá vontade de atirar uns trocos para o ecrã do computador.



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The declaration of indiepenis


Esta é a capa que Andy Warhol gostaria de ter feito mas nunca teve tomates. Embrulha uma nova dose de terrorismo sónico disparada sem dó nem piedade pelos Death Grips (que ainda estão a dever um concerto aos utentes do Primavera) e cujo download legal e gratuito pode ser feito aqui ou...em tudo quanto é sítio, para dizer a verdade.
Quem se lembrar da sensação "enxerto de porrada" deixada pela primeira audição de "The Future of War", dos Atari Teenage Riot, e tiver esperado estes anos todos para replicar o momento, vai ter aqui um fartote.
Proponho que na próxima manifestação à porta do parlamento, em vez do habitual empenho humorístico nos cartazes, haja unanimidade estética, brandindo massivamente esta capa, enquanto as carripanas da UGT cospem "World of Dogs" bem alto, dos altifalantes.



16.10.12

Balthazar

Noah Georgeson, músico, produtor, braço direito de Devendra, colaborador de Bert Jansch e ex mais-que-tudo de Joanna Newsom, é alguém a quem se deve estar atento. E se o homem decide trabalhar no segundo álbum de uma banda originária da Bélgica, país mais conhecido pelos chocolates e actividades praticadas nos ATP da Casa Pia, é porque há aqui qualquer coisa.
Eis os Balthazar, espécie de Arctic Monkeys entorpecidos pelo álcool, com dedo para a melodia e arranjos espartanos. Pop simples e eficaz, extremamente trauteável e livre das camadas adiposas que normalmente encobrem a falta de substância.



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Josephine Foster



Este Outono marca o regresso de Josephine Foster aos grandes discos, após alguns desvios de percurso, que a levaram juntamente com o marido, o guitarrista espanhol Victor Herrero (não confundir com o "professor"), a alimentar a sua veia erudita dedicando-se ao cancioneiro espanhol.
Blood Rushing, um regresso a casa, em sentido físico e figurado, está recheado de enormes canções, gravadas analogicamente na sua terra natal, Colorado, com uma banda reduzida ao mínimo essencial, mas capaz de potenciar ao máximo os esboços que Foster levou para um ginásio transformado em estúdio, onde o disco foi criado em espírito artesanal. São futuros clássicos weird-folk (termo repudiado, mas que involuntariamente ajudou a cunhar) que esta Castafiori da folk, acompanhada por Victor Herrero na guitarra, Paz Lenchantin no baixo e violino, e Lorena Alvarez na bateria, apresenta depois de amanhã, no Passos Manuel, pelas 22h, com bilhetes a 9€.
Agora não a deixem ficar mal.

Vítor Gaspar, esta é para ti.

Highasakite - Son Of A Bitch

Reach for the sky, Ferreira.

Esta proto-Madonna Del Rey ainda vai fazer correr muita tinta.



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Hellooo Neeewton.

É impressão minha ou isto está mesmo a pedir uma cover?
Ah, se ao menos houvesse Youtube quando eu era um pirralho....

Olivia Newton John - A Little More Love

15.10.12

A catcher in the Rhye


Rhye, duo oriundo de L.A. com afinidades estilísticas à french-tronica dos Air, que começou por causar algum burburinho no início deste ano, com a pop deliciosa do seu primeiro EP, "Open", aventura~se agora no segundo tomo com "The Fall", procurando assim subir a parada. Se "Open" dava uns ares a Patrick Watson com uma baguette debaixo do braço, "The Fall", com o seu piano loop de arrepiar - e mesmo assemelhando-se perigosamente a "La Ritournelle" -, é um caramelo melódico de primeiríssima qualidade, doce e nada enjoativo. A seguir com toda a atenção.



14.10.12

Young Marble Giants @ Teatro Municipal de Vila do Conde

Farto-me de barafustar contra o oportunismo de bandas inexistentes há décadas, cujo anacrónico e despropositado retorno ao activo, cria um misto de vergonha alheia e desprezo, que nem os bolsos mais recheados de cifrões alguma vez irão justificar.
Mas, claro, há excepções. E quando falamos de um projecto que, sem saber bem como, criou a matriz para a sonoridade pós-punk de cariz minimalista, que ainda hoje é utilizada por bandas devedoras de chorudos royalties pelo simples facto de existirem (olá XX), tudo isto, com um único álbum, editado já após a sua dissolução, a excepção torna-se por demais evidente.
Colossal Youth, o disco que influenciou tanta e tão variada gente, não tem um cabelo branco, continua tão urgente e actual como há trinta e dois anos atrás. Ouvi-lo ao vivo, na íntegra, é sempre um privilégio que não deve ser desperdiçado. Um mimo.



12.10.12

ó filha....


A mítica 4AD, transformada numa célula adormecida durante o que pareceu uma eternidade, estava apenas a planear um ataque continuado, como se pode comprovar por mais este petardo certeiro.
Daughter, trio folkista composto por Elena Tonra, Igor Haefeli e Remi Aguilella, companheiros de equipa de Bon Iver, Ariel Pink e Efterklang (tudo gente em perfeita sintonia) tem em Smother, o belíssimo single editado na semana passada, um lubrificante sonoro mais suave que um rabinho de bebé, contraponto ideal para a melancolia temática que versa sobre a amargura da separação.




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11.10.12

Jake Bugg - Lightning Bolt

Se Bob Dylan e Buddy Holly tivessem um filho, seria algo electrizante.
Com tanto de irritante como de fascinante.



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Sharon Van Etten | Magic Chords

O tipo que realizou este vídeo é um sacana com sorte.

Steve Gunn | Passos Manuel | 09-10-2012

A menos que sejam um dos 10 felizardos presentes neste concerto, da próxima vez que alguém se queixar que não se passa nada no Porto, apanha um estalo na cara.

9.10.12

The swedish thing

The Amazing . Gone

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O regresso da loba.


Chelsea Wolfe não é propriamente uma estreante nestas andanças, na verdade tinha já um punhado de edições quando dei por ela no disco tributo aos Strokes que o Stereogum ofereceu à sua habitual clientela, em meados de 2011. O que me levou nesse mesmo ano ao peculiar e sibilino Ἀποκάλυψις, cuja estética de aspirante a extra num filme de Dario Argento terá contribuído para que o disco passasse algo despercebido num ano de farta colheita.
A mesma sorte não terá certamente o novíssimo Unknown Rooms - A Collection Of Acoustic Songs, que sem descaracterizar o som concebido por Wolfe, balança seguro entre a luz e as trevas, numa toada folk de obscura beleza.




7.10.12

Para efeitos práticos ainda é Verão?

Num mundo perfeito estaria a percorrer a Costa Vicentina num velhinho pão de forma, a caminho de um Woodstock à alentejana, para um banho de retrofolkrockelectroworldpop revisto, actualizado e de preferência gratuito.
Num mundo perfeito a máfia cavaquista teria escolhido outro local para arruinar com empreendimentos de legalidade duvidosa e arraiais festivaleiros para groupies dos Morangos e adeptos do tuning.
O melhor é pôr a música bem alto e bater os calcanhares, talvez resulte.


Music Lotion Vol.7 (pt.2)

Amália Rodrigues Long Ago And Far Away The Amazing Gentle Stream Andy Burrows Company Angel Olsen The Waiting Bahamas Lost In The Light Beachwood Sparks Forget The Song Beth Orton Something More Beautifu Caveman Easy Water Cheek Mountain Thief Cheek Mountain Chris Cohen Optimist High Dale Earnhardt Jr. Jr. Skeletons Dana Falconberry Lake Charlevoix Dark Dark Dark Tell Me Daughn Gibson In the Beginning Delicate Steve Two Lovers Diagrams Night All Night Efterklang Apples ERAAS Fang Father John Misty Nancy From Now On First Aid Kit The Lion's Roar Gold Leaves The Companion Golden Fable  Always Golden Holidays Sands Of Galaxies Jack White Love Interruption jj Beautiful Life Joe McKee Burning Boy Jonathan Wilson Desert Raven Julia Stone Let's Forget All The Things That We Say King Krule Rock Bottom Laura Gibson Skin, Warming Skin Matt Sweeney And Bonnie ‘Prince’ Billy Storm Matthew E. White One Of These Days Mayer Hawthorne Get To Know You Melody's Echo Chamber Crystallized Memoryhouse Pale Blue Michael Kiwanuka I'll Get Along Night Moves Country Queen Norra Kust Spirit Design Ombre Cara Falsa One Little Plane She Was Out in the Water Other Lives For 12 Peaking Lights Hey Sparrow Pond Sorry I Was Under The Sky Poolside Next To You Porcelain Raft Unless You Speak From Your Heart Psychic Ills Mind Daze R. Stevie Moore Pop Music Ripple And Murmur Love Thing Sky Ferriera Everyting Is Embarassing Softlightes Lovers Standard Fare Look for Lust Stars Lights Changing Colour Suckers Leave the Light On Sun River Dawn Patrol Taken By Trees Large Tycho A Walk The Vaccines That Summer Feeling We Have Band Watertight (Acoustic Version) Whistle Peak In A Boat On A Lake White Denim Get Back To Love (Street Joy) Wild Nothing Disappear Alway     ML7(pt2)AML7(pt2)BML7(pt2)C

5.10.12

Norberto na terra dos lobos


Norberto Lobo, um dos poucos génios em actividade nesta república de bananas forjada faz hoje cento e dois anos, acaba de assinar mais uma obra-prima - Mel Azul - que irá apresentar hoje à noite em Bragança, no Auditório Paulo Quintela, pelas 22h.
Caso estejam nas redondezas não faltem, caso não estejam, aproveitem bem o último feriado de 5 de Outubro e ponham-se a caminho. É que não tem nada a ver, mas este gajo é o novo Carlos Paredes.
Ah, o belíssimo cartaz aqui em cima é da autoria da CC, uma artista muito cá da casa.

2.10.12

Optimist high


Vem mesmo a calhar. Um verão em versão director's cut, com as cenas extra a prolongarem-se descaradamente pelo outono adentro, precisava de uma banda sonora à altura.
Mais perfeita que esta era impossível.
Overgrown Path do multi-instrumentista Chris Cohen, habitual colaborador de Deerhoof, Ariel Pink ou White Magic (entre muitos outros), é uma pérola pop absolutamente viciante, uma verdadeira droga da felicidade de efeito imediato, mais eficaz do que qualquer "especiaria" inalável disponível no mercado, que em doses excessivas pode provocar um estado de optimismo irreversível.

Chris Cohen - Optimist High


farmácia de serviço

27.9.12

Puro deleite

Mais um brilharete de Julianna Barwick, desta feita com um cúmplice de cadastro irrepreensível.
Roberto Carlos (do projecto Helado Negro) fez o convite e Barwick correspondeu, elevando a coisa para lá de todas as expectativas. O resultado pode ser ouvido sob o nome de Ombre, e acaba de sair.
Imperdível.



Famácia de serviço

Grizzly Bear - Yet Again

Esta canção estava mesmo a pedir um vídeo à altura. Pois aqui está ele.
Ah, e sete pontos para atleta número um.

26.9.12

Paper Bag Ziggy

Já começa a tornar-se uma tradição. De cinco em cinco anos há uma comemoração/reedição/homenagem do álbum que catapultou David Bowie para a estratosfera e lhe garantiu um lugar vitalício no panteão dos rock gods.
Todo o mercantilismo associado é um isco garantido para os que o consideram um dos melhores discos de sempre (ou seja, todas as pessoas com bom gosto), o que já nos levou cá em casa a cometer algumas loucuras bem dispendiosas.
Felizmente esta, para além de bastante apetecível, não custa um tusto. O que é justo.


13.9.12

Born to cover

Laninha, agradece ao senhor.
A arte de pegar numa canção mediana e dar-lhe um ar de clássico instantâneo não é tarefa fácil.
(Já agora, onde é que eu vi aquela inenarrável puffy shirt?...)

Patrick Wolf - Born to Die


Golden Fable


Há bandas cujas influências são tão ostentatórias que fico na dúvida se acertaram na mouche ou estão com ela atrás da orelha, à espera que o decalque não saia na primeira lavagem.
No caso destes galeses - e porque sou uma presa fácil quando as luzinhas referentes a Cocteau Twins, Nick Drake ou Four Tet piscam na minha base de dados -, inclino-me mais para a primeira hipótese.
"Always Golden", single que antecedeu o álbum de estreia acabado de a sair, é um belíssimo naco de pop etérea de infiltração rápida, pena o vídeo ser uma caca.



Farmácia de serviço

5.8.12

Music Lotion vol.7 (pt.1)

Precisam de um bálsamo contra a poluição sonora que afecta tantas praias e esplanadas?
Pode ser que isto ajude.
E cuidadinho com o sol, mais valem duas melómanas que um melanoma.



Allo Darlin' Europe Alt-J Taro Ariel Pink's Haunted Graffiti Only In My Dreams ARMS Heat & Hot Water Baxter Dury Trellic Beach House White Moon Beachwood Sparks Sparks Fly Again Beat Connection Palace Garden, 4 Am Best Coast The Only Place Blur The Puritan Bobby Womack Dayglo Reflection (feat. Lana Del Rey) Bright Moments Milwaukee Caged Animals This Summer I'll Make It Up To You Canyons When I See You Again Cat Power Ruin Caveman My Time Charlotte Gainsbourg Paradisco Connan Mockasin Megumi The Milkyway Above Dale Earnhardt Jr. Jr. Vocal Chords Dent May Best Friend Devin Born to Cry DIIV How Long Have You Known? Django Django Waveforms The Do Slippery Slope Erika Spring Happy At Your Gate Evil Eyes Saw Her In The Sun Fanfarlo Feathers Field Music (I Keep Thinking About) A New Thing Friends I'm His Girl Gardens & Villa Gypsy Givers Up Up Up Grand Resort Night Is Dark Grimes Genesis Grizzly Bear Yet Again Hanni el Khatib Dead Wrong James Levy And The Blood Red Rose Sneak Into My Room Jens Lekman I Know What Love Isn't Jonquil It's My Part Julia Holter In The Same Room Kasper Bjørke Deep Is The Breath (with Jacob Bellens & Emma Acs) Kindness Swingin' Party Kishi Bashi It All Began With a Burst Laura Gibson La Grande Liechtenstein Passion For Water Lotus Plaza Strangers Lower Dens Brains A Lull Summer Dress Melpo Mene We Should Be Walking Memoryhouse The Kids Were Wrong Micachu Holiday Modern Rivals Defenestrate You Nick Camillo Who Are You Observer Drift Warm Waves Okko Bekker Ganges Delta Passion Pit Carried Away Paula Waverly Phèdre In Decay Poolside Harvest Moon Pterodactyl Searchers Purity Ring Fineshrine Real Estate Exactly Nothing Sandro Perri Love & Light Sharon Van Etten Serpents The Shins Bait And Switch Slow Club If We're Still Alive Softlightes In The Summer Summer Camp  Losing My Mind Suuns Sweet Nothing Tamaryn The Waves Tame Impala Elephant Tanlines Abby Tomas Barfod Till We Die (feat. Nina Kinert) Trails And Ways Mtn Tune Tu Fawning Anchor Twin Shadow The One Vacationer Good As New Violens Totally True The Walkmen Heaven White Denim Our Get WhoMadeWho Inside World WHY? Sod In The Seed World's Most Tall Shadows Wraygunn Don't You Wanna Dance Y Niwl Undegpedwar You Can't Win, Charlie Brown Over The Sun / Under The Water      ML7/1 ML7/2  ML7/3  ML7/4 Updates - The Sea and Cake Harps (via escafandrista-musicalPoor Moon Holliday Sun River Lines Sydney Wayser Potions