No final de cada concerto, os dotes vocais de Josephine Foster costumam motivar comentários jocosos entre os que garantem ter desafinado o tempo todo e os que afirmam exactamente o contrário.
No entanto, todos concordam numa coisa, é a sua forma de cantar tão peculiar, como uma soprano com síndrome de insuficiência tonal, que faz dos seus concertos momentos únicos e inesquecíveis. Claro que ter uma banda maleável às flutuações harmónicas da vocalista e contar (literalmente) a tempo inteiro com o contorcionismo melódico de um guitarrista hiperactivo também ajuda. Isso e um reportório imaculado, neste caso, a incidir especialmente no fabuloso Blood Rushing, álbum recentemente editado, de onde foram retiradas nove deliciosas fatias (excluindo apenas "Sacred Is The Star"), com tempo ainda para um desvio até "This Coming Gladness" com "The Garden Of Earthly Delightts" e para uma pequena homenagem aos colegas Cherry Blossoms com uma versão de "Amazing Stars", terminando com a cereja no topo do bolo, a interpretação de "Mother Nature Is The Holliest " à boca do palco, apenas com um bombo e uma pandeireta, em jeito de pow-wow, invocando um dos fortes motivo de inspiração para Foster, que desde cedo se interessou profundamente pela cultura nativo-americana.
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23.10.12
16.10.12
Josephine Foster
Este Outono marca o regresso de Josephine Foster aos grandes discos, após alguns desvios de percurso, que a levaram juntamente com o marido, o guitarrista espanhol Victor Herrero (não confundir com o "professor"), a alimentar a sua veia erudita dedicando-se ao cancioneiro espanhol.
Blood Rushing, um regresso a casa, em sentido físico e figurado, está recheado de enormes canções, gravadas analogicamente na sua terra natal, Colorado, com uma banda reduzida ao mínimo essencial, mas capaz de potenciar ao máximo os esboços que Foster levou para um ginásio transformado em estúdio, onde o disco foi criado em espírito artesanal. São futuros clássicos weird-folk (termo repudiado, mas que involuntariamente ajudou a cunhar) que esta Castafiori da folk, acompanhada por Victor Herrero na guitarra, Paz Lenchantin no baixo e violino, e Lorena Alvarez na bateria, apresenta depois de amanhã, no Passos Manuel, pelas 22h, com bilhetes a 9€.
Agora não a deixem ficar mal.
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