31.10.07

Danny Elfman - This Is Halloween
The Postmarks - Every Day Is Halloween (Ministry cover)
Siouxsie And The Banshees - Halloween
Hossam Ramzy - Halloween
The Flaming Lips - Halloween On The Barbary Coast
Ezra Furman & The Harpoons - Halloween Snow
Matt Pond Pa - Halloween
Julian Nation - Halloween River Cruise
Lou Reed - Halloween Parade
Ryan Adams - Halloween
Chris Garneau - Halloween
Sonic Youth - Halloween
Cheekyboy - Halloween with Morrissey (Son of Monster Mash)
Various Artists - Do They Know Its Halloween?

(HallowZip)

30.10.07

"Good Times: Bad Trips"


















Mais delírios é o que promete o livro "God Times: Bad Trips" da autoria de Cliff Hengst e Scott Hewicker.
Matmos, Lars Bang Larsen, Andy Cabic e Devendra (como não podia deixar de ser), são alguns dos convidados a partilhar as suas bad trips.
As histórias, verdadeiras e relatadas na 1ª pessoa, são acompanhadas de fotografias, pinturas e colagens de cerca de 50 mentes psicadélicas que povoam o mundo da música, literatura e artes plásticas.

Indiscutivelmente, serão viagens a não perder.
Mais info. aqui.

(C)

Sketches from my Sweetheart the hippie





















Quem por aqui passa, mais ou menos assiduamente, poderá, com toda a legitimidade, achar que sofremos uma tara ou uma Devendromania...
Pois preparem-se para nova injecção, pois que, via Pitchfork, ficámos a saber que Banhart, se prepara para expôr os seus desenhos no MOMA de São Francisco.
A dita exposição, patente até ao dia 24 de Fevereiro, intitula-se "Abstract Rhythms" e dela fazem também parte os trabalhos do falecido pintor sueco Paul Klee.
Aparentemente, os desenhos são inspirados nos delírios de Devendra enquanto anda em digressão. O protagonista desses encontros imediatos chama-se "Smokey" e é retratado segundo diferentes temas que vão desde a Kabbalah a referências da mitologia Hindu.
"I sing what I can't draw and draw what I can't sing" - diz o weird-folk-genious.

(C)

29.10.07

The Sea And Cake hoje no Mercedes


Hoje à noite, por volta das 23.30h, os The Sea And Cake sobem ao pequeno palco do Mercedes para apresentarem ao vivo o magnífico "Everybody", depois de terem estado ao fim da tarde na discoteca Jo Jo‘s para uma sessão de autógrafos, fotos e alguma conversa regada a vinho do Porto (o que desde já, promete muita animação para logo...).
Será preciso dizer que é imperdível?



(Z)

Who Made Who, Indústria, Porto, 26-10-07



Curto mas memorável, o concerto que os dinamarqueses Who Made Who deram na passada sexta feira na discoteca Indústria.
Uma intensa e multivitamínica sessão de disco-rock disparada sem dó nem piedade por uma secção rítmica avassaladora, com as secas e energéticas batidas de Tomas Barfod (aka Tomboy) a serem rasgadas pelo poderosíssimo baixo de Tomas Hoefding, e picadas pelas estocadas certeiras da guitarra de Jeppe Kjellberg.
A distância quase inexistente entre público e banda, aliada a uma entrega sem limites e a um impagável sentido de humor (com os dois Tomas a envergarem dois vaporosos vestidinhos de causar inveja a Ed Wood), permitiram uma promiscuidade tal, que, os temas não tardaram a ser cantados (e gritados) em improvisada interacção por uma assistência que, a dado momento, já parecia tratar a banda por tu.
O concerto baseou-se essencialmente no primeiro, e único, álbum de originais editado até à data, estando no entanto previsto para breve, o lançamento do aguardado segundo disco.

Paulo Furtado, demonstrando alguma perícia atrás dos pratos, tornou suportável a espera que se fez sentir até ao início do concerto, com uma dose bem servida de blues, rock e soul, que teve tanto de interessante como de didáctica. A repetir num espaço mais pequeno.







(Z)

27.10.07

Luar Reservado # 2

















"Everyone's Gone To The Moon" - Nina Simone
"Moonrain" - Astrud Gilberto (feat. James Last)
"Moonglow" - Benny Goodman
"Moonlight Serenade"
- Glen Miller
"Full Moon"
- Peggy lee

Download Zip

(C)

26.10.07

Schizzofrenik Records
















A Schizzofrenik Records, a nova editora independente do Porto, é oficialmente apresentada dia 27 de Outubro (amanhã, portanto).
Espera-se um self-service musical, no qual serão distribuidos gratuitamente EPs digitais de todos os projectos musicais, a apresentação de novos sites e um resumo das actividades e edições futuras - para participar no evento e mais informações, basta aceder ao schizzosite.
Os projectos da editora pretentem ter como ponto de partida o eclectismo e a criatividade sonoros e conceptuais.
A Schizzofrenik, fundada em 2006 por João Dorminsky, promete "ser o epicentro da música criativa made in Portugal" e tem como objectivo principal "dar a conhecer aos verdadeiros amantes de música, novos horizontes e novos formatos musicais, apostando sempre na criatividade".
Nós apostamos que vai o princípio de uma bela schizzophonia!

schizzosite
schizzoblog
schizzomais
myspace

(Z&C)

David Sylvian - The World Is Everything Tour, Theatro Circo (23-10-07)


Após uma série de concertos interrompidos por excesso de cansaço, calhou ao repleto Theatro Circo, a oportunidade de fazer o jumpstart necessário para levar até ao fim a curta tournée que David Sylvian encetou em Setembro, sob o nome "The World Is Everything".
Acompanhado por uma banda de luxo, formada pelo irmão - ex Japan e colaborador nos Nine Horses - Steve Jansen na bateria e Power Mac, Takuma Watanabe nas teclas e programações e Keith Lowe (de kilt!) no Baixo, o multifacetado artista inglês - que havia já avisado ser esta a última vez que tocaria certos temas -,viajou pela sua longa e ecléctica carreira, ao longo de vinte canções bem representativas da pop sofisticada, que, independentemente do género, costuma praticar.
A diversidade das versões originais, que vai da música ambiental ao minimalismo, passando pelo jazz e pela electrónica, foi atenuada pelo tratamento jazz combo estilizado dado a todos os temas, criando uma linha condutora (fundindo por vezes duas ou três músicas) como se de um único álbum conceptual se tratasse.
Sylvian, esteve todo o concerto em pose inalterável, sentado ao centro de um sóbrio cenário, dedilhando a guitarra e cantando sem nunca sair do registo grave e suave (misto de crooner e Bowie da fase berlinense) que é a sua imagem de marca. Tudo isto resultou num concerto ao mesmo tempo belo e hipnótico, mas também um pouco soporífero na sua atitude propositadamente cool, sem altos e baixos. Ainda assim, "Ghost", "Jean the Birdman" (fonte de estilo para Fionna Apple?), e os finais "Librarian", "Every Colour You Are+Riverman", e, especialmente, "Wanderlust" (a pedido do público), conseguiram fazer estalar o verniz.

A track list foi a seguinte:
Wonderful World (Nine Horses "Wonderful World EP")
It'll Never Happen Again (versão de um original de Tim Hardin)
World Citizen (David Sylvian|Ryuichi Sakamoto "World Citizen")
The Day The Earth Stole Heaven (Nine Horses "Snow Borne Sorrow")
Ride ("Everything and Nothing")
Playground Martyrs (Steve Jansen "Slope" - participação de DS)*
Transit ( Fennesz "Venice" - participação de DS)
A Fire In The Forest ("Blemish")
Ghost (Japan "Tin Dum")
Snow Borne Sorrow (Nine Horses "Snow Borne Sorrow")
Mother and Child ("Secrets Of The Beehive")
Jean the Birdman (David Sylvian|Robert Fripp "The First Day")
Sugarfuel (Readymade "Bold" - participação de DS)
Brilliant Trees ("Brilliant Trees")
Before The Bullfight ("Gone to Earth")
Nostalgia ("Brilliant Trees")
Librarian (Nine Horses "Snow Borne Sorrow")
Every Colour You Are ("Rain Tree Crow")
Riverman ("Gone to Earth")
Wanderlust ("Everything and Nothing")

* Slope, a estreia de Steve Jansen a solo, acaba de ser lançado pela Samadhisound, a editora de David Sylvian, e tem contribuições de Tim Elsenburg, Thomas Feiner, Anja Garbarek, Nina Kinert, David Sylvian, Theo Travis e Joan Wasser (Joan As Policewoman).

Quem estiver interessado em gravações da tournée, pode sempre ir aqui.

"World Citizen"


(Z)

25.10.07

Múm

Múm - "Rhubarbidoo"


Múm - "They Made Frogs Smoke Til They Exploded"


(C)

Final Fantasy feat. Beirut






















O baile continua e a banda troca "arranjinhos"...
Depois de Owen Pallett ter abrilhantado algumas valsas do prodigioso The Flying Club Cup de Beirut, chega a vez de Zach Condon retribuir.
O resultado pode ser apreciado no novo single do Final Fantasy, integrado na Alphabet Single Series da Tomlab.
A edição é limitada a 500 cópias e estará disponível a partir de 5 de Novembro.

"Hey Dad" (MySpace)

"Hey Dad" (live)

(C)

24.10.07

Beirut






















Meninas enfeitem-se para o baile!
A banda já toca no coreto.
" well it's been a long time, long time now, since I've seen you smile..." - diz o meu par.

- Nantes
- A Sunday Smile
- Postcards From Italy

site
myspace
flyingclubcup.com

(C)

23.10.07

Los Campesinos! - The International Tweexcore Underground


O lado mais solarengo da pop, acaba de receber nova lufada de ar fresco com mais um EP dos extro(di)vertidos Los Campesinos!, que, para além do novo tema, contém ainda duas covers, "C Is The Heavenly Option" (Heavenly) e "Police Story" (Black Flag).
Ainda não há notícias de álbum para breve, mas aconselha-se vivamente a compra dos 7" editados até à data.
Um regalo para os ouvidos e para os olhos.
Los Campesinos! - The International Tweexcore Underground



(Z)

Love of Diagrams














Os Love Of Diagrams estreiam-se a nível mundial e todo o gás com Mosaic, após assinarem pela label Matador Records.
Monika Fikerle dá à bateria como se não houvesse amanhã, Antonia Sellbach ataca o baixo com uma precisão invejável, Luke Horton malha na guitarra como gente grande e depois cantam todos - às vezes gritam.
Em 2001, com os primeiros concertos, causaram grande impacto na cena musical australiana, seguiram-se o álbum (maioritariamente instrumental) "The Target is You" em 2003 e o Ep "We Got Communication" em 2004.
Bem viçoso, este trio australiano... como que recém-saído da garagem, mas prontinho para atacar os melhores palcos.

- Pace or the Patience (via chromewaves.net)
- No Way Out
(via chromewaves.net)
- Form and Function
- All The Time

Love Of Diagrams - No Way Out


myspace

(C)

22.10.07

!!!






















pronto a vestir

Jonquil




















Só coisas boas a dizer sobre os Jonquil - uma descoberta e tanto!
São um sexteto made in Uk (Oxford) - um dos meninos chama-se Hugo Manuel (?) - o álbum de estreia, Sunny Casinos, saiu já no ano passado e obteve excelentes críticas. O novíssimo Lions ( Try Harder Records) vai pelo mesmo caminho e arrisca-se mesmo a superar o anterior.
A nível instrumental, os Jonquil exploram todas as vias possíveis e imaginárias, a criatividade é de uma opulência impressionante, as vozes, às vezes, soam a coros no banco de trás, numa viajem daquelas...
As comparações com Beirut ou os Arcade Fire são inevitáveis. Acrescente-se ainda uma pitada de folk com sabor a Akron Family e um cheirinho de pop à la Grizzly Bear.
Com certeza já despertei a curiosidade dos ouvidos mais gulosos... Pois deliciem-se com este som impressionante, a resvalar a perfeição.

Jonquil - Lions (via gorillavsbear.blogspot.com)
Jonquil - Sudden Sun (via gramotunes.com)
Jonquil - Whistle Low (senspace)



(C)

Nao VERTeu.






















O Público errou. E nós é que pagamos a fava: uma inútil viagem até Esposende para assistir ao concerto de Vert na Casa da Juventude e... nobody home!
Será que a agenda do jornal é feita em cima do joelho? É que o concerto anunciado para as 22h afinal foi às 18h.
Pena.

"Velocity"
"This One"
"October"

Download zip

Vert - "Velocity" (lo fi)


Z&C

20.10.07

Marc Collin - Two For The Road


Marc Collin, a cabeça pensante dos Nouvelle Vague, criou uma banda sonora para um filme imaginário (onde é que eu já vi isto?), que conta as peripécias de um casalito de liceu que se reencontra após 10 anos de separação. Chamou-lhe "Two For The Road" (um belo trocadilho) e contratou Katrine Ottosen e Valente (que pescou no MySpace) para as cantilenas. O resultado...é como os interruptores.

- Two For The Road
- Downtown
- It'S Always The Same

(Download zip)

(Z)

Mais Morrissey

Mozzer apresentou a nova "All You Need Is Me" no Last Call with Carson Daly.
A música não está mesmo nada mal, mas o homem precisa de começar a cortar na pasta...

19.10.07

Já?

Chiça, o álbum ainda mal acabou de sair, e já lhe querem mexer?

Radiohead - Videotape (Mojib Remix)

www.mojib.net

(Z)

Procura-se!












Arcade Fire + LCD Soundsystem, Split 7"

A Campaínha Eléctrica lançou o alerta e fez o pedido.
Nós ajudamos a passar a palavra.
Entretanto.....

(Z)

Worried Noodles



















David Shrigley é o que vulgarmente se apelida de verdadeiro artista - é cartoonista, pintor, escultor, fotógrafo, designer (é o responsável pela exuberância visual da capa do álbum "Friend Opportunity" dos Deerhof), director artístico (vídeos de Bonnie 'Prince' Billy e Blur)... e ainda tem tempo para escrever umas letras bem catitas.
Em 2005, publicou o livro de canções "Worried Noodles", um livro em forma de vinil de 12", de edição limitada a 2 mil cópias. O projecto foi transformado numa compilação musicada dos textos do talentoso escocês, num duplo cd extremamente promissor.
São nada menos que 39 temas com o apoio musical de um elenco de luxo: Grizzly Bear, Liars, Hot Chip, David Byrne, Final Fantasy, TV On The Radio, Franz Ferdinand, Scout Niblett, entre outros.
Anda à roda a 23 de Outubro.

David Shrigley Worried Noodles - Grizzly Bear


David Shrigley Worried Noodles - Liars


David Shrigley Worried Noodles - YACHT


(C)

18.10.07

Les Chansons D'amour


Estreou hoje o muito badalado "Les Chansons D'amour", musical com ecos de nouvelle vague, realizado pela nova coqueluche do cinema francês, Christophe Honoré, e produzido pelo hiperactivo Paulo Branco, um dos portugueses com mais internacionalizações.
O filme, que retrata as mudanças socioculturais de uma nova geração que se deixa guiar mais pelas suas escolhas pessoais, do que por preconceitos ou falsos moralismos, tem uma interessante banda sonora composta por Alex Beupain, com interpretações a cargo dos próprios actores. Entre eles encontra-se Chiara Mastroianni, ex companheira musical (e não só) de Benjamin Biolay, que, aproveitamos para lembrar, editou recentemente o novo "Trash Yéyé".

Alex Beaupain - Les Chansons D'amour (BSO), 2007:
- De Bonnes Raisons (Louis Garrel & Ludivine Sagnier)
- Je N'aime Que Toi (Ludivine Sagnier, Louis Garrel & Clotilde Hesme)
- Les Yeux Au Ciel (Louis Garrel)
- Au Parc (Chiara Mastroianni)
(Download zip)

E já agora...

Benjamin Biolay - Trash Yéyé, 2007:
- Qu'est-ce que ça peut faire
- Laisse aboyer les chiens
- Dans la Merco Benz
(Download zip)

Chiara Mastroianni & Benjamin Biolay - Home, 2004
- La Ballade Du Mois De Juin
- She's My Baby
- A House Is Not A Home
- La Plage
(Download zip)

(Z)

Holy Fuck - Milkshake



(C)

Caetanear #7


Caetano Veloso - Cê Ao Vivo, Coliseu do Porto, 16-10-07

Mesmo tendo perdido a conta à quantidade de concertos do Caetano já assistidos, o impacto causado por todos eles é quase sempre o mesmo - uma emocionante sensação de surpresa, como se da primeira vez se tratasse.
De disco para disco, o baiano não para de se reinventar, evitando encostar-se demasiado à sombra do sucesso, e criando espectáculos que, mais do que um fiel reflexo dos discos, são uma oportuna extenção criativa.
Num cenário desenhado (novamente) por Hélio Fichbauer, com quatro bastões suspensos, em constante mutação cromática, simbolizando os quatro músicos em palco, e um inspiradíssimo jogo de luzes a completar o grafismo, Caetano fez-se acompanhar pelo jovem power trio que o ajudou a modelar o seu ultimo trabalho, um trio bem representativo do actual rock vanguardista brasileiro – Pedro Sá na Guitarra, Ricardo Dias Gomes no baixo e teclas, e Marcello Calado na bateria.
Como não podia deixar de ser, o concerto incidiu essencialmente sobre Cê, um disco que reflecte uma vincada ruptura a nível pessoal (fim conflituoso de um relacionamento) e a nível artístico. É mais um grande álbum de transição/evolução, no qual o corte radical é dado pelo mergulhar, com pés e cabeça, na modernidade do indie rock, um óptimo contraponto para a complexidade da sua poesia.
Assim aconteceu com Transa, ao qual faz ligação directa em “Nine Out Of Ten” e “You Don‘t Know Me”, assim aconteceu com Velô, aproveitando para unir passado e presente de forma indissociável, através da sequência “Homem Velho” e “Homem”.
Com Caetano, em equipa que ganha mexe-se sempre, mas desta vez, foi um completo restart.
Pondo totalmente de lado, a classe (deliciosamente) açucarada dos últimos tempos, optou antes pelo choque frontal, criando um espectáculo tenso e cru, despido de artifícios mas cheio de garra, destilando sexo por todos os poros.
A base do alinhamento é a mesma do CD ao vivo que retrata a actual tournée (com alguns acrescentos), aproveitando a favorável contextualização da fase roqueira de setenta.
Começou com os actuais “Outro“ e “Minhas Lágrimas”, cobriu “Chão da Praça” (de Morais Moreira) revisitou clássicos como “Nine Out Of Ten”, “Sampa” e “Como 2 e 2” (popularizado por Roberto Carlos), os quais vestem na perfeição o rejuvenescido tratamento indie, agradeceu os ensinamentos de Morelenbaum em “Um Tom”, introduziu um tema novo, o gay friendly “Amor Mais que Discreto” e proporcionou o momento mais divertido e surrealista do concerto, pondo a plateia a cantar a plenos pulmões, “odeio você”, o refrão de “Odeio”.
Após uma breve conversa, uma pausa ao violão (para satisfação da velha guarda), na qual interpretou, em falsete, “Cucurrucucu Paloma” e “Estranha Forma de Vida”. Voltou suavemente à carga com “Um Sonho”, e foi subindo o tom, alternando temas de Cê como “Musa Híbrida”, “Não Me Arrependo” (com o sample de Lou Reed), o provocador "Porquê?" e “Rocks", com outros da fase londrina como os brilhantes “London London” e “You Don't Know Me”.
Muito felizes, são as roupagens dadas a "Fora Da Ordem" e a “Desde Que O Samba É Samba”, especialmente nesta última, construída sobre uma discreta alternância de solos, é óbvio o genuíno prazer e entrosamento que os quatro têm em palco.
No encore, o desenquadrado “Menino Do Rio”, foi compensado por "Descobri Que Sou Um Anjo" (de Jorge Ben) e por uma nova dose de “Odeio”, com direito a coro reforçado da plateia.
Pelo meio, entre pulos e correrias, ainda houve disposição para simular um stage diving que se transformou numa descida de palco para um aperto de mão a toda a primeira fila.
Mais uma vez, surpreendente.



"Outro"

"Nine Out Of Ten"

"Homem"

"Amor Mais Que Discreto"

"Odeio"


Mais vídeos aqui.
Excerto da sessão de lançamento de "O Mundo não é Chato", em Serralves, aqui.

(Z&C)

15.10.07

Caetanear #5

Uma por disco. (Pt.2)

Caetano Veloso - Uns (Uns, 1983)
Caetano Veloso - O Quereres (Velô, 1984)
Caetano Veloso - Totalmente Demais (Totalmente Demais, 1986)
Caetano Veloso - Odara (Caetano Veloso, 1986)
Caetano Veloso - José (Caetano, 1987)
Caetano Veloso - O Estrangeiro (Estrangeiro, 1989)
Caetano Veloso - O Cu do Mundo (Circuladô, 1991)
Caetano Veloso - Black Or White/Americanos (Circuladô Vivo, 1992)
Caetano e Gil - Haiti (Tropicália 2, 1993)
Caetano Veloso - Fina Estampa (Fina Estampa, 1994)
Caetano Veloso - Você esteve com meu bem? (Fina Estampa Ao Vivo, 1995)
Caetano Veloso - Livros (Livro, 1997)
Caetano Veloso - Jorge de Capadócia (Prenda Minha, 1999)
Caetano Veloso - Trilhos Urbanos (Omaggio a Federico e Giulietta - Ao Vivo, 1999)
Caetano Veloso - Cobra Coral (Noites do Norte, 2000)
Caetano Veloso - Magrelinha (Noites do Norte Ao Vivo, 2001)
Caetano Veloso e Jorge Mautner - Tarado (Eu Não Peço Desculpa, 2002)
Caetano Veloso - Blue Skies (A foreign Sound, 2004)
Caetano Veloso - Pesar do Mundo (Onqotô, 2005)
Caetano Veloso - Outro (Cê, 2006)

(Z&C)

Scott Matthews - Passing Stranger


Uma receita bem aviada de folk inglesa de descêndencia Drakeana, blues americanos, orquestrações com cheirinho a caril e uma voz possuída por Jeff Buckley e Robert Plant. Suave como seda.

Elusive
Dream Song
The Fool's Fooling Himself
Eyes Wider Than Before

(Download zip)



(Z)

Fujiya & Miyagi vão à Feira


O cartaz do Festival Para Gente Sentada (Sta Maria Da Feira, 16 a 18 de Nov.) está a ter um parto difícil, mas o do FESTsound já nos pôs a olhar para o calendário, à espera que chegue o dia 2 de Novembro.

Uh?... Uh, uh, uh!

(Z)

14.10.07

Caetanear #4

Uma por disco. (Pt.1)

Gal e Caetano Veloso - Coração Vagabundo (Domingo, 1967)
Caetano Veloso - Alegria, alegria (Caetano Veloso, 1968)
Caetano Veloso - Enquanto Seu Lobo Nao Vem (Tropicália, 1968)
Caetano e Gil - Cinema Olympia (Barra 69, 1969)
Caetano Veloso - Não identificado (Caetano Veloso, 1969)
Caetano Veloso - London, London (Caetano Veloso, 1971)
Caetano Veloso - You Don´t Know Me (Transa, 1972)
Caetano e Chico - Você não entende nada / Cotidiano (Juntos e ao vivo, 1972)
Caetano Veloso - De Cara/Eu Quero essa Mulher (Araçá Azul, 1973)
Caetano Veloso - De noite na cama (Temporada de Verão, 1974)
Caetano Veloso - Lua, Lua, Lua, Lua (Joia, 1975)
Caetano Veloso - A tua presença morena (Qualquer Coisa, 1975)
Caetano Veloso - Fé Cega Faca Amolada (Doces Bárbaros, 1976)
Caetano Veloso - Gente (Bicho, 1977)
Caetano Veloso - Muitos Carnavais (Muitos Carnavais, 1977)
Maria Bethânia e Caetano Veloso - Carcará (Maria Bethânia e Caetano Veloso, 1978)
Caetano Veloso - Sampa (Muito, 1978)
Caetano Veloso - Elegia (Cinema Transcendental, 1979)
Caetano Veloso - Outras Palavras ( Outras Palavras, 1981)
Caetano Veloso - Trem das cores (Cores & Nomes, 1982)

(Z&C)

Shocking Pinks


Já com três álbuns lançados sob o nome Shocking Pinks, em duas editoras diferentes, Nick Harte (ex-Brunettes) tem "novo" disco e, claro, nova editora. Nada mais nada menos, que a afamada DFA, casa à qual parecia estar predestinado.
O álbum, uma compilação dos dois trabalhos anteriores para a Flying Nun, destina-se a dar mais visibilidade ao material já editado pelo neozelandês.
A escolha incidiu sobre um punhado de inspiradas canções agridoces, que parecem resgatadas de um baú da Factory (circa 1981), com as secas batidas de Harte a sobreporem-se a emotivas linhas melódicas, desenhadas por baixos e teclados evocativos da fase áurea dos New Order, e uma produção minimalista - muito Martin Hannett -, a dar o indispensável tom de época.
Junte-se a isto uma voz adequadamente melancólica, algures entre Bernard Sumner e Jim Reid, e temos o quadro completo.
Uma agradável e apetecível sensação de déjà vu.

This Aching Deal
End of the World
The Narrator
Emily

(Download zip)

(Z)

12.10.07

Caetanear #2








De disco para disco, são quase cronologicamente evidentes as semelhanças sonoras (e até estéticas) entre o nosso freak favorito e o mano Caetano.
Devendra não só não o esconde, como não perde uma oportunidade para o afirmar, o que, bem vistas as coisas, só lhe fica bem...



(Z)

The New Sins

















A menina Lou Hayter dos New Young Pony Club encontrou outro fantastic playroom.
Atendendo ao nome do side-project, The New Sins, e às amostras escutáveis no myspace, a brincadeira promete...
O single de estreia chega já em Novembro via Elastic Records.

The New Sins - It Doesn't Work Like That
(via soundbites.typepad.com)

(C)

11.10.07

Caetanear #1


É SÓ o maior génio musical no activo, um verdadeiro património da humanidade.
Chega esta semana a Portugal para mais uma imperdível ronda de concertos, trazendo na bagagem um disco e um DVD ao vivo, que retratam a actual tournée: "Cê ao vivo".
Como se isto não bastasse, vai ainda estar presente em Serralves, dia 14, para o lançamento do livro "O mundo não é chato", uma compilação de crónicas suas, escritas ao longo de quarenta anos e organizadas por Eucanaã Ferraz.
Por tudo o que fez, por aquilo que é, há quem pense que o baiano já merecia um dia só para ele - Dia Mundial do Caetano... não soa nada mal!
Enquanto esse "dia" não chega, nós dedicamos-lhe uma semana.






Outro
Odeio
Sampa
Fora da Ordem
You Don't Know Me




(Z&C)

What the fk?...

Justice - "D.A.N.C.E." on Jimmy Kimmel Live


(C)























Oh my god, oh my god, oh my god....yes... yes...Yeeeessss!!

10.10.07

Tiny Masters of Today live @ Gouveia Winter Jam 2007

Se o extinto CBGB alguma vez tivesse feito uma edição do Sequim D'Ouro, talvez soasse assim...



(Z&C)

Black Kids - Wizard of Ahhhs EP


A diversidade musical que esta banda exibe nos quatro temas oferecidos via myspace, é, só por si, um bom indicador de que - pelo menos desta vez - talvez não haja fumo sem fogo.
Ainda sem contrato discográfico, mas com um hype em crescente bola de neve, o grupo tem sido comparado em termos de impacto, ao aparecimento dos Strokes e dos Arcade Fire, com a escrita de Reggie Youngblood (vocalista) a ser equiparada ao peculiar lirismo de Morrissey.
A pequena dose apresentada, tem tanto de surpreentente como de gratificante.
Poderá "Hit the Heartbreaks" ser o novo "Neighborhood #2"?
Ouvidos bem atentos...

Black Kids - Hit the Heartbreaks
Black Kids - I'm Not Gonna Teach Your Boyfriend How To Dance With You
Black Kids - I've Underestimated My Charm (Again)
Black Kids - Hurricane Jane
(Black Kids - Hurricane Jane - beige reemix)

(Downlad zip)

(Z)

Sunset Rubdown



Spencer Krug
deve ser o músico mais ocupado de todos os tempos. Dono de uma criatividade e energia sem limites, Krug divide-se entre os projectos Wolf Parade, Frog Eyes, Swan Lake e este Sunset Rubdown - todos de casta pura.
No terceiro álbum enquanto Sunset Rubdown, intitulado Random Spirit Lover (10 de Outubro pela Jagjaguwar) , o moço liga no máximo a sua excentricidade criativa, quer a nível instrumental, arranjos, letras... quase perdemos o rumo. Uma autêntica montanha russa de sensações e emoções.
De génio!

Sunset Rubdown - Winged/Wicked Things
Sunset Rubdown - Up On Your Leopard, Upon The End of Your Feral Days

(C)

9.10.07

Arcade Fire - beonlineb






















click around...

(via gorillavsbear.blogspot.com)


(C)

Amiina na CDM - 04/10/07






















Por vezes, chegar atrasado a certos espectáculos não é nenhuma tragédia.
Assim foi com o concerto das islandesas Amiina na CDM - perdemos o 1º tema, é certo, mas entrámos directamente no epicentro da magia - música daquela que se transforma em paz cá dentro, com cenografia a condizer e o público sentado desconfortavelmente no chão, mas de alma bem massajada.
O quarteto feminino formado por Hildur (vou "ignorar" os apelidos + difíceis), Maria Huld, Sólrún e Edda Rún, começou nestas andanças como quarteto de cordas, acompanhando os Sigur Rós ao vivo e em estúdio. Depois amiinaram-se num projecto feito de composições originais, cuja base assenta na fusão de sons minimais e atmosféricos, coros etéreos e alguns loops e batimentos próximos dos cardíacos.
À mercê do álbum de estreia, Kurr (em islandês: "o som que os pássaros fazem"), e dos Eps Seoul e AnimaminA, as meninas brindaram-nos com um concerto repleto de momentos memoráveis, num suave crescendo-clímax, com delicados arranjos que suportam melodias belas e frágeis como a fina camada que reveste o silêncio.
E foi uma delícia vê-las percorrer o palco em pezinhos de lã, em constante rotação de instrumentos - xilofones, teclados, guitarras, harpa, sinos, copos, viola... - pontualmente acompanhadas por um baterista convidado, ou sentando-se para dar corpo a dois quartetos, um de cordas e um de... serrotes.
Sweet!




(Z&C)

8.10.07

Architecture in Helsinki - "Debbie"



(C)

Opsvik & Jennings - Commuter Anthems

"Commuter Anthems" é o novo álbum do projecto que envolve o sueco Eivind Opsvik (baixo) e o americano Aaron Jennings (guitarra) na criação de bem sucedidos exprimentalismos jazzísticos, com a electrónica como base de sustentação e a pop como horizonte não muito distante, conseguindo o raro feito de aliarem subtis improvisações a estruturas de canções, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Opsvik & Jennings - The Last Country Village
Opsvik & Jennings - Silverlake
Opsvik & Jennings - Commuter Anthem

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(Z)

Kasper Bjørke - In Gumbo

Kasper Bjorke, mais conhecido pela sua actividade como DJ e uma das partes da dupla dinamarquesa Filur (a outra é Tomas Barfod dos Who Made Who), está prestes a lançar o seu primeiro álbum a solo, "In Gumbo", no qual cria uma fusão de funk rock, electro e techno que (à semelhança de Mattew Dear) acaba por resultar em esplêndidas e extremamente dançáveis canções pop, que irão fazer suar uma data de corpos na pista de dança. Um must!

Kasper Bjorke - Back & Spine (Feat. FM Belfast)
Kasper Bjorke - Thunderstrom
Kasper Bjorke - The Humming Song (Feat. Blake)

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4.10.07

Já cheira a castanhas?






















Bombay Bicycle Club - Autumn
Yo La Tengo - Autumn Sweater
The Autumns - The Midnight Knock
The Occasional Flickers - This Song (The Autumn Chill)
The Field Mice - An Earlier Autumn
Carla Bruni - Autumn
Keziah Jones - Autumn Moon
Lambchop - Autumn's Vicar
Frontier Ruckus - Dark Autumn Hour
Bridget St John - Autumn Lullaby
Tindersticks - My Autumn's Done Come
Malcolm Middleton - Autumn
The Flaming Lips - My Cosmic Autumn Rebellion
Frank Sinatra - Autumn In NY
Sonny Rollins - Autumn Nocturne
The Twilight Sad - Fourteen Autumns And Fifteen Winters
Devendra Banhart - Autumn's Child

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3.10.07

Sea Wolf




















È arrivato, finalmente, o álbum de estreia de Sea Wolf (a.k.a., o multi-instrumentista californiano e ex-membro dos Irving, Alex Church).
Chama-se Leaves in the River e vem suceder o auspicioso Ep "Get To The River Befor It Runs Too Low" - o que incluia o tema que mais acariciou estes ouvidos nos últimos tempos: "You're a Wolf" - coisa mais linda... lembram-se?
Contem sobretudo com poesia da boa... epítetos como magnificente ou brilhante não são, de todo, um exagero.
O botão "repeat" foi inventado para álbuns como este.

Sea Wolf - You're a Wolf
Sea Wolf - Black Dirt
Sea Wolf - The Garden That You Planted



Myspace

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Babyshambles - "French Dog Blues"



(C)

2.10.07

Burnt Friedman - First Night Forever

O alemão Burnt Friedman, é um dos mais respeitados e prolíficos músicos da sua geração. Quer em nome próprio, quer através de preciosas colaborações (entre as quais os geniais Flanger e, mais recentemente, os badalados Nine Horses) é já dono de uma imaculada e invejável discografia, à qual se acrescenta agora este "First Night Forever".
O disco, que foi sendo elaborado ao longo de sete anos, tem contribuições de Steve Spacek, Enik (Funkstorung), da novata Barbara Panther (prestes a lançar o seu álbum de estreia), Daniel Dodd-Ellis (cantor de gospel em ascensção) e Theo Altenberg, um multifacetado artista berlinense dos anos 70, que empresta as suas vocalizações (misto de Tom Waits e James Brown) a alguns dos melhores momentos do álbum.
Tendo em conta o tempo de preparação, e o extenso leque de vocalistas que acrescentam a sua inspiração às meticulosas camadas instrumentais providenciadas por Friedman, o disco revela-se surpreendentemente coeso e muitíssimo bem conseguido.

Burnt Friedman - Where Should I Go
Burnt Friedman - Machine in the Ghost
Burnt Friedman - Where Should I Go

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(Z)

A festa continua...












O clima de festa ininterrupta - espécie de Motown on acid - do fabuloso "Proof Of Youth", segundo álbum dos expansivos The Go! Team, teve direito a prolongamento na sua versão americana, à qual foram adicionadas quatro músicas:

01. Milk Crisis

02. Phantom Broadcast
03. A Version Of Myself
04. Grip Like a Vice (Black Affair remix)

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Fire! Santa Rosa, Fire!


Os Fire! Santa Rosa, Fire! são uns miúdos australianos que decidiram enveredar pelo clássico quarteto (dois guitarristas, um baixista e bateria) e apresentar o seu pop/rock aos colegas de escola.
Agora é vê-los por aí (já com teclista), munidos de dois Eps - "Boy Hush Yr Mouth, Grrrl Bare Yr Teeth" e "You Seize The City, I'll Seize The Sky" - e a acompanhar os Dappled Cities, os Red Riders ou os Midnight Juggernauts.
Entre "Fire", "This Burning Fever", "Hounds" e " Fireworks", venha a tal Sta. Rosa e escolha... a explosão de adrenalina é digna de um susto de morte.
Energia não lhes falta... e quem não se sentir minimamente movido é favor consultar o seu médico de família.

Fire! Santa Rosa, Fire! - I'm Here, Where Are You? (via sandwichclub.fm)
Fire! Santa Rosa, Fire! - Burning Fever (via indietastic.net)
Fire! Santa Rosa, Fire! - Hounds (via indietastic.net)

Fire! Santa Rosa, Fire! @myspace

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1.10.07

Chico Buarque e Elza Soares - Façamos (desenhos de Angeli)


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Heeelp!!

A GQ americana, elaborou recentemente em slideshow, sob o título "GQ Arrepende-se", uma engraçada compilação dos mais errados e disparatados conselhos de moda dados pela revista ao longo dos anos. Entre variadíssimas monstruosidades, destaca-se esta:

O ano: 1966. Revolver dos Beatles tinha acabado de sair, o psicadelismo estava mesmo à espreita, e nós, um bocadinho fora de onda, pedimos a quatro cabeleireiros de Manhattan para domar aquelas cabeleiras. “Se François Di Giorgio tivesse Paul McCartney na sua cadeira,” escrevemos no nossa edição de Fev. 66, “ele faria um penteado de corte médio com uma parte mais curta e uma suave onda à frente, para criar o corte ‘Fantástico’."

Pois...

(Z)