29.1.13

On An On - Give In


Quem investir algum tempo livre a "cuscar" na blogosfera sobre projectos em fase de pré-revelação, provavelmente já deparou com algum dos temas que esta banda foi atirando às feras ao longo dos últimos meses, deixando muita gente com água na boca pelo o prato principal.
Pois eis que ele chega. "Give In", o álbum de estreia,  é editado precisamente hoje, pela Rollcall Records.
Não é nada do que estávamos à espera. É muito melhor.



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Spectral Park

Quando puser as mãos nisto, até julgo que é mentira.



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Simone White


Aquando da edição daquele que é, de longe, um dos melhores discos de 2012, não resisti a perguntar a Miss White se não estaria a pensar voltar a terras lusas para promover o excelente "Silver Silver".
A resposta não se fez esperar: "Adorava!.... Se alguém me convidar."
Felizmente alguém convidou. Por isso, tratem de reservar nas agendas dos vossos smartphones as datas de 4 e 5 de Fevereiro, para dois concertos imperdíveis. O primeiro em Bragança, no Museu do Abade de Baçal, pelas 22h. O segundo no Porto, nos Maus Hábitos (onde a foto em cima foi tirada, em 2009) à mesma hora.
Os preços das entradas, 5€ e 4€ respectivamente, são uma autêntica pechincha.
Quem faltar, está sujeito a uma coima que pode ir de 500€ a 3 meses de prisão.




27.1.13

Local Natives – Hummingbird



Os Local Natives têm álbum novo.  É preciso dizer mais?

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Fuzz buzz: The History of Apple Pie



Após um punhado de 7" que puseram os olheiros da "next big thing" a esfregar as mãos de contentamento, eis que chega finalmente "Out Of View" o antecipado álbum de estreia da banda londrina liderada por Stephanie Min, que tem nos My Bloody Valentine sua Estrela do Norte. 
Reúne os já conhecidos "Mallory", "You're So Cool" e "Do It Wrong", aos quais acrescenta mais uma série de potenciais singles que confirmam a forte inclinação para colar o pé ao pedal de fuzz e o talento nato para melodias infectuosas. A produção caseira - a cargo do proto-guitar-pop-hero Jerome Watson - embora ligeiramente mais polida, não causa mossa na sonoridade lo-fi que é um dos fortes atributos da banda.


Se se apressarem, uma limitadíssima edição do single "Do it Wrong" pode ainda ser agarrada aqui.
É o complemento ideal para "Teenage", outro tema de eleição recentemente editado pelos colegas acólitos dos MBV, Veronica Falls, e que está para adopção aqui.

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David Bowie- Space Oddity Original Video (1969)

Usar o carnaval como desculpa para sair à rua replicando uma das famosas personagens encarnadas por David Bowie na década de setenta, é capaz de já ter passado pela cabeça de muita gente.
O problema é que mesmo a cópia mais rasca de qualquer fatiota desenhada por Kansai Yamamoto terá sempre um custo injustificado, atendendo a que o mais provável, é chegar ao fim da noite num estado mais lastimável que o chapéu de um trolha.
Felizmente há alternativas low cost. Como esta hilariante indumentária, legitimada pelo camaleão himself, quando não tinha dinheiro para dentistas, quanto mais para adereços decentes :

23.1.13

Ducktails - The Flower Lane


Aqui está finalmente o novíssimo Ducktails  e pronto a ser testado na totalidade.
Um dos mais aguardados discos do ano. Ideal para quem precise de uma boa dose matinal de Real State, ou derivados, para atinar.


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18.1.13

The Ruby Suns - Christopher

Humm... cheira-me que estes moços vão cá voltar não tarda nada...
O melhor é irem-se precavendo com a medicação em baixo prescrita.


Fyfe - Solace



Londrino, 23 anos. É toda informação recolhida sobre Fyfe. Mais do que suficiente para ser sincero.
O que verdadeiramente interessa, é não deixar que o tema de apresentação de um EP a editar em Março, passe despercebido no meio da avalanche musical pós-natalícia. Com o seu riff de guitarra simples e directo a pairar sobre teclados deliciosamente retro (olá "Strawberry Fields"), "Solace" é um daqueles achados super orelhudos como só os melhores artesãos pop sabem fazer.

16.1.13

Dutch Uncles - Out Of Touch In The Wild


Ao terceiro disco, a banda de Marple (Manchester) consegue ir mais longe sem dar um salto maior que as pernas. Se os Field Music e Alexis Taylor decidissem um dia juntar esforços e surpreender-nos com uma colaboração particularmente inspirada, talvez soasse assim.
A semelhança vocal de Duncan Wallis com o líder dos Hot Chip é o veículo perfeito para serpentear por entre os desvios e solavancos de canções saturadas de um virtuosismo melódico que parece evocar o melhor de dois mundos.




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Mø - Glass


Cascatas de sintetizadores despejados por cima de colagens e batidas programadas para acomodar uma voz exuberante podem não trazer nada de novo. Mas nas mãos certas ainda fazem estragos. É o caso de "Glass", segundo single da dinamarquesa Karen Marie Ørsted (Mø), uma aposta interessante para ir preparando a banda sonora primaveril. Sinth-pop luxuriante com um pé nos Knife e uma mão em Sky Ferreira.



Para ouvir aqui.

Farmácia de serviço aqui.

14.1.13

The Growlers




Há qualquer coisa de reconfortante na música desta banda californiana. Seja na crueza lo-fi das melodias simples e imediatas registadas em demos rascas, seja na sonoridade desleixada que adoça o mais recente "Hung At Heart", é tudo pop intuitiva que parece surgida duma improvisação entre amigos com paixão pelo surf rock. O certo é que resulta.
Uma delícia psych-pop sem corantes nem conservantes. Ideal pare servir em festas de garagem.

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12.1.13

Teleman - Cristina


Só se perdem as que caem ao chão.
Terá sido com esta ideia em mente que três quintos dos descartáveis neo-britpopsters Pete and The Pirates partiram para nova tentativa de abalroamento sonoro? Se foi, são capazes de ter mais sorte desta vez.
"Cristina", o sete polegadas de apresentação (em edição limitada) da banda, é um pequeno tesouro pop que se entranha nos ouvidos mais fundo que a perna de pau de John Silver em areias caribenhas.
Mesmo que não façam mais nada de jeito, só por isto já valeu a pena:



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10.1.13

The White EP

Se me pedissem para nomear os dez melhores discos de sempre era capaz de ter alguma dificuldade na escolha dos últimos nove. Quanto ao primeiro não poderia ser mais fácil: The White Album.
Já por aqui louvado devidamente, o disco que mais assertivamente resume a essência dos Beatles fez em Novembro quarenta e cinco anos. É por isso expectável a sucessão de tributos e homenagens que venham a surgir nos próximos tempos.
Este aqui em baixo, instigado pela Fruit De Mer Records, é particularmente interessante ao encolher o disco para um duplo single em vinil branco intitulado "The White EP" onde oito temas escolhidos por outros tantos artistas recebem um tratamento psych-rock que, sem pretensões de competir com os originais, consegue ainda assim alcançar os mínimos olímpicos necessários para aceder à carteira de qualquer fã capaz de debitar os nomes do quarteto fantástico em menos de quatro segundos...



9.1.13

Tem tudo a ver

A propósito de talentos injustamente ignorados pelo tempo, apetece rever o excelente documentário sobre a vida do multi-facetado Howard "Louie Bluie" Armstrong, líder da última string band conhecida que sobreviveu à década de 30 (conseguindo chegar até à de 80!), com o qual Terry Zwigoff arrecadou dois importantes prémios em 85 e que continua, ainda hoje, a fazer-nos sentir como se fizéssemos parte da história.



Podem vê-lo aqui:


Ou optar pela farmácia de serviço (depositfiles)

O mais provável é que a seguir também vos apeteça (re)ver isto.

7.1.13

Porque os olhos também comem....




Ryan Hemsworth - Colour & Movement 
farmácia de serviço

Help Vinny Reilly

Caso Vinny Reilly ainda tenha "Amigos Em Portugal", esta é uma boa altura para se chegarem à frente.
E sem desculpas por favor, mesmo com a fase crítica já ultrapassada, não custa nada dar um extra preventivo. É a melhor forma de agradecermos todas aquelas horas de terapia musical que nos ajudaram a ultrapassar a adolescência. Mais pormenores aqui.


Entretanto, nada melhor que uma viagem no tempo para incentivar ao contributo.

4.1.13

Searching For Sugar Man


Quem leu a encantadora ficção que Nick Hornby criou sobre a carreira meteórica de uma semi-estrela folk-rock dos anos setenta com dois álbuns emblemáticos, tornada obscura figura de culto após um enigmático eclipsar da vida pública durante quase duas décadas, talvez tenha ficado com a sensação de que essa poderia muito bem ter sido a história de Nick Drake, caso este tivesse sobrevivido para saborear o reconhecimento tardio.

Agora imaginem que a realidade dá uma abada à ficção e que alguém, após hercúlea persistência, consegue registar, de forma honesta e cativante, uma história ainda mais mirabolante, sobre alguém maior que a vida a quem o destino pregou uma cruel partida de mau gosto. Uma descoberta imperdível com todos os ingredientes para se tornar no documentário do ano. Fascinante.




farmácias de serviço: visual + sonora

3.1.13

Vai uma aposta?


Dave Hartley, baixista de serviço nos War On Drugs, vai ter um ano radioso pela frente.  A julgar pelas primeiras impressões deixadas por "Oak Island" - segunda aventura a solo sob o nome Nightlands - o revivalismo soft-rock (70's /80's) que nos últimos anos tem crescido sorrateiramente à margem de tantas modas perecíveis a curto prazo, vai finalmente explodir em grande. E já não era sem tempo.



A primeira do ano vai para a Eddi Front.

Quem julgar que isto é uma cover dos Pixies, vai ter uma bela surpresa, ó se vai....


E agora façam o favor de ler isto.