29.4.07

White Stripes













Abram alas para o poderosíssimo single que antecede o novo álbum de Jack & Meg.
"Icky Thump" é um colosso que leva tudo á frente. Começa de forma irresistível com uns magníficos acordes roubados a Alice Coltrane, aumentando de intensidade até nos deixar de rastos, sem saber o que nos atingiu e a implorar por mais. Se o resto do álbum estiver à altura, vai rodar até gastar a agulha...

White Stripes - "Icky Thump" (radio rip)

Podem ir buscar uma versão mais apetecível aqui, mas não garanto que dure muito tempo, a execrável figura do Web Sheriff anda a eleminar tudo o que é link para a referida música.

(Z)

27.4.07

Patrick's Time Off















Descansem os fãs mais empedernidos de Mr. Wolf! A contrariar os rumores que circularam após o post de Patrick num fan-site, no qual afirmava ser em Novembro o seu último concerto, surge o dito pelo não dito em entrevista à Pitchfork:
"(...) for me to say I was going to quit music is like saying I'm going to commit suicide. It's the most extreme thing that could happen in my life."
O moço diz querer apenas descansar no seu apartamento londrino e concentrar-se nos projectos futuros que incluem dois novos álbuns: o 1º inspirado na mórbida Inglaterra de 1666, durante a Peste e o Grande Incêndio de Londres, com título provável de Hard Times como o livro de Dickens e com sons a puxar ao death metal; o 2º dedicado às neuroses e depressões da vida, com orquestra a acompanhar (a coisa promete!).
Patrick iniciarará, muito brevemente, uma tourneé nos US com Amy Winehouse. É caso para dizer que Wolf já começou a ir aos treinos, a julgar pela grande buba que apresenta no imperdível vídeo que contempla também o "desentendimento" com o baterista - Patrick explica ter sido obrigado a dar-lhe umas lambadas quando o outro apagou em pleno gig... check it out:



(C)

Dappled Cities
















Este quinteto australiano prepara-se para tomar de assalto os US, com a reedição do álbum Granddance pela label de Hollywood Dangerbird Records, com produção de Jacquire King (Modest Mouse, Tom Waits).
Com estruturas musicais tudo menos convencionais, os Dappled Cities brindam-nos com melodias catchy mas inovadoras.
As vozes de Tim Derricourt e de Dave Rennick serão, muito provavelmente, uma das mais valias da música da banda, não menosprezando a exemplar construção de sons feita a partir de batidas enérgicas, guitarras intensas, sintetizadores e pelos mais improváveis instrumentos como o acordeão, xilofones e gaita de foles.
Os Dappled Cities (ex-Dappled Cities Fly), que já andaram na companhia dos The Shins, dos Fiery Furnaces, Wolfmother e Gomez, preparam-se agora para acompanhar a tournée dos Modest Mouse.
Uma banda a manter sob escuta. Recomendadíssimos.

Dappled Cities - Fire Fire Fire (@freeindie.com)
Dappled Cities - Peach
Dappled Cities - Within Hours

Dappled Cities - Holy Chord (@ musicforants.com)
Dappled Cities - Granddance

Dappled Cities - Fire Fire Fire



(C)

26.4.07

Interpolemos






















Os Interpol já não davam notícias desde o Antics de 2004.
Contagiados pelo secretismo em torno do novo álbum, a estoirar lá para Julho, armámo-nos também em polícia de elite e desvendámos 3 pistas para resolução deste segredo de estado. Quanto ao título do LP... podemos apenas fazer conjecturas, tal qual a PJ.
Mais pistas no SBSR.

Interpol - Pioner
(live@Coachella)
Interpol - Mammoth (live)
Interpol - Heinrich Maneuver (live)

Interpol - Heinrich Maneuver live @ Capital Music Hall - Canada


(C)

Ad Astra Per Aspera



















"Até às estrelas pela via mais difícil", o lema dos astrónomos romanos foi resgatado para nome desta banda do Kansas.
Arte pura, o som dos Ad Astra Per Aspera.
A suceder 2 Eps auspiciosos, o álbum Catapult Calipso não desilude - em 10 temas complexos que apontam ao ouvido as diferentes direcções a seguir, não vá a gente perder-se, pelos caminhos incertos por onde nos levam as guitarras, a bateria, o piano, ou a voz ora gritada ora serenada de Mike Tuley.
Não se pode ficar indiferente ao talento instrumental e à criatividade brutal desta banda...
Quantum sufficit!

Ad Astra Per Aspera - Post-Scarcity Sing-a-long
Ad Astra Per Aspera - Voodoo Economics
Ad Astra Per Aspera - I Am The Palm Tree
Ad Astra Per Aspera - Goodland at Night
Ad Astra Per Aspera - Opening Renouncements

Ad Astra Per Aspera @ myspace

(C)

24.4.07

I‘m with the band



Como segunda feira é dia de picar o ponto, lá teve que se fazer mais uma viagem até Braga para assistir à festa dos Akron/Family no pequeno auditório do TC.
Incluídos no movimento NWA (New Weird America) e próximos do folk psicadélico dos Animal Colective, o grupo produz uma espécie de montanha russa sonora, que alterna vocalizações harmoniosas e melodias planantes, com vertiginosas explosões sónicas.
Ao vivo, a "família" é composta por quatro elementos fixos (nas guitarras, baixo e bateria) e um elemento variável, que somos nós, o público, parte integrante e determinante no decorrer do espectáculo. Desde cedo nos apercebemos que estamos perante um concerto atípico. Interacção é a palavra chave. Os músicos misturam-se com os espectadores (e vice-versa), cedem instrumentos, criam cumplicidade, pondo toda a gente à vontade com pequenas brincadeiras e provocações, abrindo caminho para aquilo que no final se transforma numa enorme jam session xamânica.
É bom fazer parte desta banda.




(Z)







Todd Terje, que juntamente com Lindstrom & Prins Thomas é um dos expoentes máximos do new disco (ou cosmic disco, se preferirem), esteve no sábado passado no Porto, para mais uma histórica noite de Trintaeum, com um set bastante eclético e de apurado bom gosto.
Aqui fica um excerto:

Todd Terje @trintaeum (DJ Set) - download link

(Z)

23.4.07

Elijah's Precious Apples












Elijah Wood
fundou uma editora mais ou menos independente: a Simian Records.
A 1ª edição da label coube ao soberbo
New Magnetic Wonder dos Apples in Stereo (com co-edicção e distribuição Yep Roc Records e Elephant 6), que calam um silêncio de 5 anos com, quanto a mim, o seu melhor álbum de sempre - 24 temas de satisfação garantida, com influências setenteiras díspares como Beatles, Beach Boys ou Velvet Underground .
Quanto à Simian, ainda algo low-tech, aposta 2º Elijah, na qualidade face à quantidade. A ideia inicial era bem mais ambiciosa: o lançamento de uma estação de televisão tipo MTV mas sem o bombardeamento diário de reality shows e mais direccionada para a música e vídeos alternativos - seria fabuloso!
Elijah, curiosamente, iniciou-se bem cedo nas lides dos vídeo-clips: aos 7 anos no "Forever Your Girl" de Paula Abdul, aos 14 no dos Cranberries para o tema " Ridicoulous Thoughts" e, mais recentemente, realizou o vídeo dos Apples In Stereo "Energy" (com baixo orçamento, parece-me), que podem espreitar aí em baixo.
O ex hobbit promete ainda surpreender no papel de Iggy Pop em "The Passenger" dirigido por Nick Gomez, cujas filmagens começarão ainda este ano.
Go Elijah! - vão-se os anéis, ficam os dedos...

Apples In Stereo - Energy (directed by Elijah Wood)

(C)

Yeo














"Pop, melodramatic popular song, healing & easylistening" - é assim que Yeo auto-classifica a sua música.
Com temas carregadinhos de sex appeal este australiano tem tudo para fazer esquecer os Timberlakes e Mikas deste mundo.
Yeo é mais um a adiccionar à lista de artistas que fazem tudo em suas ricas casinhas: toca todos os instrumentos, compõe, grava e produz, embora de forma artesanal, música de grande qualidade.
O puto de 20 aninhos é, também, membro das bandas australianas SkyPi e Raven Squade Elite, todas independentes de qualquer editora, à semelhança de Yeo, cujo passaporte para o mundo é o myspace - digamos que não é mau de todo, nos tempos que correm.
Um talento cheio de charme a não perder de vista !

Yeo
- Two Sides of a Door (@sandwichclub.fm)
Yeo - Different

(C)

Everybody say yessssssa!


Na passada sexta feira, foi altura de fazer uma pausa nas habituais idas à catedral indie de Braga, e (após o "toque" da campaínha) dar um salto ao festival de jazz de Matosinhos para assistir a uma noite de good old fashioned gospel & soul a cargo da diva Liz McComb, considerada uma das mais importantes vozes do género, tendo já actuado com Ray Charles e James Brown.
Dona de um vozeirão impressionante e com uma presença em palco do tipo "Nina Simone cool", conseguiu a proeza de dar um concerto de quase duas horas e meia (que passaram a voar), cativando um público absolutamente rendido logo a partir da primeira música (entoada acapela), e que não se fez rogado a participar na festa sempre que para isso tinha oportunidade.
Entre alguns clássicos e outros temas que, devido ao desconhecimento da obra da senhora, não poderia identificar, atravessou géneros musicais com traços familiares (gospel, soul, jazz, fazendo inclusive uma aproximação ao afro-beat) com uma classe e um carisma ao alcance de muito pouca gente. Sentada ao piano, ou mesmo descendo até à plateia para interagir com a assistência, os olhos estiveram sempre colados naquela "godmother of soul" e os ouvidos atentos a cada nota que a sua portentosa garganta emitia .
De destacar ainda a presença de Jean Roussel, que, com o seu aveludado Hammond, foi o background perfeito para a voz de Liz, criando momentos verdadeiramente deliciosos.
O concerto contou também com a participação do casal Ferro, proprietários do B-Flat, ele no baixo, como parte integrante da banda, e ela na fila atrás de mim a falar incessantemente...
E foi exactamente no B-Flat, que a noite acabou da melhor maneira possível. Já lá assisti a muitos e muito bons concertos de jazz, mas vai ser quase impossível superar esta noite. É que quem lá foi, teve o previlégio de assistir a uma jam session de Liz McComb com alguns dos outros músicos do festival, e vai ficar com uma assombrosa interpretação de "Summertime" gravada na memória. Dois dedos de conversa e o autógrafo da praxe, foram a cereja em cima do bolo. Praise the Lord!

(Z)

Where have you been Suzanne?























Qual ninfa renascida das cinzas, Suzanne Vega regressa com Beauty & Crime (Junho 07), o seu primeiro trabalho após o hiato que se seguiu a In Red And Grey de 2001.
O single Frank & Ava é um bom prelúdio do que será o novo álbum , gravado em Londres e NY e com produção de Jimmy Hogarth (Sia, Corinne Bailey Rae).
A cidade de NY serve, mais uma vez, de cenário para os 11 temas de letras muito pessoais acompanhados pela guitarra acústica, beats sintetizados e guitarradas de Gerry Leonard (David Bowie) e Lee Ranaldo (Sonic Youth).
Bom... matem lá a curiosidade e já agora agradeçam-lhe, já que, inconscientemente teve um papel fundamental na criação dos mp3 - quando Karlheinz Brandenburg tentava desenvolver o formato, fê-lo usando o tema "Tom's Diner" de Suzanne.

Suzanne Vega - Frank & Ava

(C)

20.4.07

Lindo # 9: New Björk Video - "Earth Intruders"



(C)

A poção mágica


Infindáveis tentativas diárias para conseguir uma audição antecipada do disco mais esperado do ano, finalmente deram fruto.
"Release the Stars", o novo opus do mestre Rufus "pingou" e já rola cá por casa.
Ainda em "estado de choque", a única coisa que me ocorre dizer é que o raio do disco é tão bom, mas tão bom, que me apetece fazer uma porrada de cópias e andar a distribuí-lo pelos semáforos.....
O homem passou-se, andou a prometer um álbum mais despojado e intimista que o habitual, e acabou por mandar a contenção às urtigas, abrindo as comportas à criatividade e deixando jorrar livremente as orquestrações operáticas que, juntamente com aquela fabulosa voz, dão corpo a autênticos clássicos instantâneos. É só juntar um pouco de Mozart, uns pózinhos de Cole Porter, uma pitada de Sinatra e já está.
O que noutra pessoa poderia resultar numa obra pretensiosa e barroca, transforma-se aqui numa verdadeira overdose de felicidade.

Nobody's Off the Hook

Do I disappoint you
Release the stars
Going to a Town
Going to a Town (com comentário)
(Z)

The Magic Disposition


O talento vocal e instrumental de Patrick Wolf desfilou com grande estilo ontem no Theatro Circo.
Quando há cerca de dois anos atrás, esteve (sem banda) em Sta. Maria da Feira, para apresentar o "Wind In The Wires", ficámos com a sensação de que Wolf tinha mais para dar, mas, compreendemos que o cansaço de uma longa tournée e as cordas do violino terem partido logo no início do concerto (tendo que utilizar outros instrumentos mais do que desejaria), depreciaram um grande espectáculo.
Desta vez, nem o facto de ter o ukelele perdido em "Lesbian", nem a deficiente equalização sonora que a sua "sound wife" estava a produzir no início impediram o irlandês de dar um excelente concerto, que irá ficar na memória de todos quantos se deslocaram ao Theatro Circo.
Apoiado por uma banda sui generis (contrabaixo, violino e power mac) e com o magnífico The Magic Position no alinhamento, tudo se conjugou na perfeição para que, em menos de uma hora conquistasse uma plateia nitidamente apreciadora da pop provocante de Patrick.
Com uma presença verdadeiramente mágica, desenvolveu uma empatia excepcional com o público, cantou e contou-nos histórias de amor - uma delas a sua e a da casa construída para esse amor, que deu origem ao tema "The Railway House" do 2º álbum -, fez-nos rir na introdução do tema destinado a Elvis, não tivesse ele morrido com uma overdose de hamburguers e tomámos o pequeno almoço com Audrey Hepburn na Tiffany's no tema "Moonriver" de Henry Mancini e Johnny Mercer.
A anteceder o encore, Wolf prometeu novo encontro, sob as estrelas, com muito álcool e um convite à dança - imediata e intensamente correspondido pelos menos envergonhados que, junto ao palco fizeram as delícias do agradavelmente surpreso Patrick, a acompanhar temas como "The Magic Position" e "Magpye" ( com presença virtual de Marianne Faithfull).
Já dissemos que foi mágico?

Patrick Wolf - " Get Lost" @ Theatro Circo 19/04/07

(Z&C)

19.4.07

Tudo a postos?

Patrick Wolf , hoje à noite, no Theatro Circo em Braga.
Larguem tudo o que estão a fazer e toca a andar, que se faz tarde...























(Z&C)

Butcher Boy














E se os Smiths decidissem partilhar o segredo da canção pop perfeita?
Muito provavelmente seria neste"Profit In Your Poetry", o surpreendente disco de estreia de Butcher Boy, banda de Glasgow que acaba de lançar aquele que é, desde já, um dos álbums do ano. Um daqueles redemoinhos de emoções, que atravessa vários estados de alma em cerca de dois minutos e todos ao mesmo tempo. É daqueles discos que acordamos com vontade de ouvir, com a mesma ansiedade de um puto de cinco anos na manhã de Natal.
Música deslumbrantemente radiosa e nostálgica.
Tão boa que parece sempre ter existido.

Butcher Boy - Profit in your Poetry (tema oficial deste verão!)
Butcher Boy - Keep Your Powder Dry
Butcher boy - Girls Make Me Sick



(Z)

BlocFurtado
















Surpreendentemente bizarro...
Os Bloc Party tocaram no programa de Jo Whiley na Radio 1.
Além da versão acústica de I Still Remember, abrilhantaram o programa com a cover de Say It Right de Nelly Furtado.
Aparentemente, Kele tem um gosto musical um tanto peculiar - em entrevista para a revista Radar, os Klaxons revelaram um segredito de Kele: ao que parece, ouvir o novo material de Britney Spears mudou-lhe a vida... - os Klaxons mencionaram ainda, não saber se o moço estava a falar a sério.
Em estado de choque??
Fechem lá a boquinha e oiçam... está brutal!

Bloc Party - Say It Right ( Nelly Furtado Cover - Live Lounge)


(C)

Prinzhorn Dance School















Os Prinzhorn Dance School são uma banda inglesa que não acredita, aparentemente, em publicidade e auto promoções: são aversos ao myspace e o site oficial da banda não disponibiliza fotos em que apareçam as suas caras - ... sounds familiar.
Assinaram, recentemente, com a independente DFA Records de NY e estão a preparar o seu álbum de estreia que contará com a preciosa colaboração de James Murphy na produção e mistura de alguns temas. Os Prinzhorn têm acompanhado os LCD Soundsystem na sua digressão e deixado de boca aberta plateias inteiras com a sua atitude sexy e insolente e música poderosa.
Vejam e oiçam porquê.

Prinzhorn Dance School - Eat, Sleep


Prinzhorn Dance School - You Are the Space Invader
(@ Cargo, London 05/03/07)

(C)

18.4.07

Rio en Medio



The Bride of Dynamite
é o álbum de estreia de Rio en Medio, com selo Gnomonsong (Devendra).
Danielle Stech-Homsy, a menina por trás desta aventura musical, nasceu em New Mexico e os seus pais, um pintor sírio e uma bailarina de flamenco ucraniana, cedo lhe despertaram curiosidades artísticas que Danielle usa como bases da sua música e escrita.
A maior parte do material deste disco foi inicialmente gravado por Danielle sem intenção expressa de ser alguma vez ser exposto publicamente, até Mr. Devendra o ter escutado em casa de Sierra Casady ( CocoRosie) e, daí a ser editado, foi um tirinho. A produção e misturas finais estiveram a cargo de Thom Monaham ( Pernice Brothers) e Andy Cabic, contando ainda com colaborações de Sierra Casady, Tim Fite e David Coulter.
"Trata-se de música que quer escutar, tanto como quer ser ouvida." - diz Danielle.
Muito à semelhança das CocoRosie, o som de Rio en Medio parece saído de uma caixinha de música, ligada directamente às mais inventivas e variadas aventuras que povoam o mundo dos sonhos. Um must.

mp3: Everyone Is Someone's

mp3: Tiger Ear

mp3: Heaven Is High

(C)

17.4.07

Do ca-ra-ças!!










A ver e rever e rever e rever....
dan le sac VS scroobius pip - "Thou Shalt always Kill"

Thou shalt not steal if there is direct victim.
Thou shalt not worship pop idols or follow lost prophets.
Thou shalt not take the names of Johnny Cash, Joe Strummer, Johnny Hartman, Desmond Decker, Jim Morrison, Jimi Hendrix or Syd Barret in vain.
Thou shalt not think that any male over the age of 30 that plays with a child that is not their own is a peadophile… Some people are just nice.
Thou shalt not read NME.
Thall shalt not stop liking a band just because they’ve become popular.
Thou shalt not question Stephen Fry.
Thou shalt not judge a book by it’s cover.
Thou shalt not judge Lethal Weapon by Danny Glover.
Thall shalt not buy Coca-Cola products. Thou shalt not buy Nestle products.
Thou shalt not go into the woods with your boyfriend’s best friend, take drugs and cheat on him.
Thou shalt not fall in love so easily.
Thou shalt not use poetry, art or music to get into girls’ pants. Use it to get into their heads.
Thou shalt not watch Hollyoakes.
Thou shalt not attend an open mic and leave as soon as you're done just because you’ve finished your shitty little poem or song you self-righteous prick.
Thou shalt not return to the same club or bar week in, week out just ’cause you once saw a girl there that you fancied but you’re never gonna fucking talk to.

Thou shalt not put musicians and recording artists on ridiculous pedestals no matter how great they are or were.

The Beatles - Were just a band.
Led Zepplin - Just a band.
The Beach Boys - Just a band.
The Sex Pistols - Just a band.
The Clash - Just a band.
Crass - Just a band.
Minor Threat - Just a band.
The Cure - Just a band.
The Smiths - Just a band.
Nirvana - Just a band.
The Pixies - Just a band.
Oasis - Just a band.
Radiohead - Just a band.
Bloc Party - Just a band.
The Arctic Monkeys - Just a band.
The next big thing - JUST A BAND.

Thou shalt give equal worth to tragedies that occur in non-English speaking countries as to those that occur in English speaking countries.
Thou shalt remember that guns, bitches and bling were never part of the four elements and never will be.

Thou shalt not make repetitive generic music

Thou shalt not make repetitive generic music

Thou shalt not make repetitive generic music

Thou shalt not make repetitive generic music

Thou shalt not pimp my ride.
Thou shalt not scream if you wanna go faster.
Thou shalt not move to the sound of the wickedness.
Thou shalt not make some noise for Detroit.
When I say “Hey” thou shalt not say “Ho”.
When I say “Hip” thou shalt not say “Hop”.
When I say "he say, she say, we say, make some noise" - kill me.
Thou shalt not quote me happy.
Thou shalt not shake it like a polaroid picture.
Thou shalt not wish your girlfriend was a freak like me.
Thou shalt spell the word “Pheonix” P-H-E-O-N-I-X not P-H-O-E-N-I-X, regardless of what the Oxford English Dictionary tells you.
Thou shalt not express your shock at the fact that Sharon got off with Bradley at the club last night by saying “Is it”.
Thou shalt think for yourselves.

And thou shalt always kill.

(Z):) Right on!
Por vezes, encontram-se verdadeiras pérolas perdidas no meio de bandas sonoras irrelevantes.
Mas estas duas juntas, davam quase um colar.








Rufus Wainwright - Another Believer (Meet the Robinsons OST)











Yeah Yeah Yeahs - Sealings (Spiderman 3 OST)


(Z)

Lily Allen - "Smile" (in Simlish)



(C)

A aldeia dos macacos está a arder?

Arctic Monkeys

Não se fala noutra coisa.
Juntamente com os Arcade Fire, são (para o bem e para o mal) os bichos de estimação preferidos dos média.
Nestas últimas semanas, têm sido motivo de capa e reportagem central de um sem número de publicações. Todas elas, sem excepção, a tecerem os mais rasgados elogios a "Favourite Worst Nightmare", o seu "difícil segundo álbum".
E todas elas a baterem na mesma tecla, "over and over", de que o sucesso alcançado pela banda foi uma espécie de euromilhões do Myspace, que os transformou, da noite para o dia, em símbolos de uma geração, mas que tanto lhes calhou a eles como podia ter calhado à banda ao lado. Como se o Myspace não existisse muito antes deles, ou como se os seus utilizadores não tivessem qualquer capacidade crítica para separar o trigo do joio.
A criação de mitos, com os respectivos clichés e exageros, vende muito papel. A sua eventual destruição também.
No meio disto tudo está a música, a única coisa que interessa.
E a pergunta que se põe é: será que há fogo para tanto fumo?
Embora todo este alarido dificulte a "focagem", a sensação que fica é a mesma do primeiro disco - "apenas" música simples e directa, histórias bem contadas em meia dúzia de palavras, e a total ausência de reverências ou consciência de referências. O código genético de quarenta anos de cultura pop, a aparecer de forma cíclica, inevitável, permitindo a sobrevivência da espécie.
Estamos perante um álbum com mais do mesmo, e isso, de vez em quando, é muito bom.

Vá, todos juntos:

1234

Add to My Profile | More Videos



(Z)

16.4.07

Kelley Stoltz






















Quando vivia em NY, nos anos 90, trabalhou como assistente da Jeff Buckley Management Company até se mudar para San Francisco, onde começou a sua carreira musical.
Kelley Stoltz é mais um adepto do do it yourself musical - com um home-studio de 8 pistas, gravou em casa 14 magníficos temas que compõem Antique Glow de 2001, pintou a capa e passou os 3 anos seguintes a fazer a promoção e distribuição do disco um pouco por toda a San Francisco.
Below The Branches, o seu novo trabalho, é também escrito, tocado e gravado por Stoltz em casa e é o 1º álbum alguma vez gravado com a ajuda do programa Green-e, que certifica que a electricidade utilizada seja 100% renovável - um exemplo a seguir.
O álbum é uma preciosa mistura de rock, folk, blues e pop muitíssimo bem conseguida.
Já me imagino bem sentadita no próximo Festival de Sta. Mª. da Feira a escutar Jewel of the Evening - seria perfeito!

mp3: Perpetual Night
mp3: Jewel Of The Evening
mp3: Vapor Trail ( Echo & The Bunnymen cover)
mp3: Going Up
mp3: Rescue


(C)

13.4.07

Damero





















Damero surge sob o selo da editora berlinense BPitch Control - fundada por Ellen Allien que, além de ter incentivado as gravações das demos caseiras de Damero, se pronuncia como fã nº1 do LP de estreia Happy In Grey.
Sob o pseudónimo Damero esconde-se Marit Posh, assistente da dita editora e colaboradora musical de Apparat, Zander VT, Modeselektor, entre outros, que retribuem na produção de alguns dos temas deste álbum - grande BPitch Control: uma autêntica família!

Happy In Grey é um disco de electrónica romântica - as melodias ainda que assentes em bases distorcidas, são acompanhadas pela cálida voz de Marit e por batidas delicadas.
Recomendo a audição na tranquilidade do lar e em boa companhia.
Tudo menos cinzento.

mp3: Right - Wrong
mp3: Mope
Damero@ myspace

(C)

12.4.07

Björk













Já se pode escutar por aí (e por aqui) a primeira amostra do tão esperado "Volta" de Bjork.
O single chama-se "Earth Intruders" e é um regresso da islandesa, em grande estilo, à óptima forma. Isto depois da semi-desilusão que foi o anterior "Medulla".
É caso para dizer: volta, estás perdoada.

Björk - Earth Intruders
Björk - Earth Intruders (Mark Stent Extended Edit)

E já agora, é bom saber que de vez em quando, a rapariga também gosta de beber uns copos, não se importando de fazer figuras tristes para alegrar uma festa:

(Z)

Joakim


Monsters & Silly Songs é o novo trabalho de Joakim.
O produtor francês, detentor de um extenso e invejável currículo - já trabalhou com bandas como Air ou Fisherspooner, é fundador da label Tigersushi, é DJ e tem ainda projectos cinematográficos na manga - chega com o seu 3º disco, dividido em 12 Silly Songs, electrónica com solos de piano, uma pitada de pop, outra de rock e 4 pequenas faixas apelidadas de Monsters, trechos curtíssimos cheios de efeitos dissonantes.
As famosas festas Kill The DJ no clube Pulp em Paris (o templo do electrohouse da Europa) contam com Joakim como residente, a par de Ivan Smagghe (Blackstrobe) e de Florence Lucas com quem forma o dueto K.I.M.
Considerado como uma das maiores figuras da música electrónica francesa o multifacetado Joakim Bouaziz é, também, o autor da capa deste disco.
Recomendadíssimo!

Joakim - Rocket Pearl (live)

Joakim - Fantomes

(C)

11.4.07

Dr. Dog


















Os Dr. Dog são um quinteto de Filadélfia, já nestas andanças há 6 anos.
Cultivaram, desde sempre, um culto fortíssimo com os seus concertos enérgicos, tendo acompanhado bandas como os Cold War Kids, Magic Numbers, Black Keys... - de resto, o seu novo LP We All Belong, foi gravado nos intervalos da tournée europeia com os Clap Your Hands Say Yeah e a dos US com os Strokes -, sempre em boa companhia, portanto.
À primeira escutadela, este álbum transporta-nos imediatamente para a era Beatles - resta saber se este será também um registo que atravessará anos, modas e latitudes sem perder o encanto...

mp3: Worst Trip
mp3: The Girl (@obscuresound.com)
mp3: I Hope There's Love
Dr. Dog @ myspace

DR. Dog - My Old Ways

(C)

CocoRosie - The Adventures of Ghosthorse and Stillborn


São, a par dos Animal Colective e dos Panda Bear, uma das esquisitices favoritas de muito boa gente. Daquelas para ouvir de forma espaçada, saboreando demoradamente todos os pormenores. Têm novo disco, menos artesanal, aqui e ali mais próximo da canção pop tradicional, mas sempre imprevisível e experimentalista, estando-se simplesmente a marimbar para o imediatismo dos tempos que correm. Uma delícia.
Já está na altura de virem cá outra vez, não?

Documentário "The Eternal Children" aqui.

Cocorosie - Sunshine

Site

(Z)

10.4.07

The next "next big thing"?






















The Pigeon Detectives
Anda por aí um falatório acerca destes cinco rapazes de Leeds, que os aponta como a próxima banda-rock-revivalista do momento. Ao ponto, dizem, de alguém ter pago no EBay, cerca de £2000 por uma promo, tamanho é o hype. Talvez seja um exagero ou hype pré-fabricado, pois nestas coisas, como bem se sabe, a maior parte das vezes a montanha acaba por parir um rato, e o que conta é a obra feita.
Mas é exactamente essa obra que os está a pôr no mapa. Primeiro, os enormes elogios quanto às suas prestações ao vivo.
Segundo, os discos. Embora o longa duração ainda não tenha saído, já editaram quatro singles, dois deles em (esgotadíssima) edição limitada.






Pelo pouco que ouvi (confirmar aqui em baixo), embora não seja nada de terrivelmente novo, os miúdos prometem. Strokes com cheirinho a Undertones e a algo mais relativamente ao qual não consigo pôr o dedo, mas que soa agradavelmente familiar. Como li algures: "Shoutalong choruses (...) backed by a murderously relentless indie-disco beat". Nem mais.
A ter debaixo de olho nos próximos tempos.

The Pigeon Detectives - I Found Out
The Pigeon Detectives - You Know I Love You
The Pigeon Detectives - Wait For Me
The Pigeon Detectives - You Better Not Look My Way
The Pigeon Detectives - live @ The London Calling festival (zip)

(Z)

David Vandervelde


Editar o 1º disco e ser logo comparado a Marc Bolan ou mesmo a Bowie não é um mau cartão de visita... publicar sob o selo da terrivelmente cool Secretly Canadian, ter como produtor David Campbell (o Beck sénior) e andar em tournée com Richard Swift também tem-que-se-lhe-diga!
The Moonstation House Band
é o resultado do trabalho de quase 2 anos de David Vandervelde - um álbum de rock clássico com apontamentos vocais a lembrar Pop Levi.
Comparações aparte, o trabalho do self-taught & gorgeous David é absolutamente recomendável.

mp3: Jacket
(@brooklynvegan.com)

mp3: Nothin' No

mp3: Feet On A Liar

David Vandervelde Live - Cocksucker Blues ( Rolling Stones cover)


(C)

8.4.07

Fujiya & Miyagi / Spektrum

Noite Clubbing - Casa da Música, 7 de Abril

O genial trio de Brighton merecia melhor sorte na sua primeira vinda ao Porto. Mais, certamente, do que uma audiência a meio pau, quase mumificada, como um boi a olhar para um palácio.
É certo que a atitude low profile, embora bastante cool, os tem mantido (para já) longe da massificação, mas caramba, bastam 30 segundos de "Ankle Injuries" para o corpo gritar: Acção! e começar a mexer-se sozinho.
Felizmente, nada do que (não) se passava fora do palco impediu a banda de dar um excelente concerto. Uma enorme demonstração de classe e bom gosto que se espalhou ao longo dos temas que compõem o álbum "Transparent Things", servindo-nos kraut-rock em versão funk, através do groove contagiante do baixo, da batida simples e eficaz da caixa de ritmos, das vocalizações sussurradas, da guitarra cortante e da subtileza das teclas. Uma hábil fusão de Kraftwerk, Lcd e Hot Chip, num formato ostensivamente mais pop.
O concerto, demasiado curto, acabou no exacto momento em que o público estava finalmente a acordar do seu torpor. Público esse que, já em maior número, acabou por dar utilidade ao corpo no concerto dos Spektrum, que tiveram a ingrata tarefa de superar a refinadíssima primeira parte, tendo no entanto, falhado redondamente. O som sujo e grosseiro do grupo, que se apresentou em formato reduzido, foi um balde de água fria. Aquela garfada a mais, que acaba por estragar uma bela refeição. O brilhantismo dos discos não passa defenitivamente por aqui.
A noite terminou de forma amadora, com um inenarrável erro de casting chamado Rework.

Fujiya & Miyagi "Ankle Injuries" live@Casa da Música

Fujiya & Miyagi "Collarbone" live@Casa da Música


Download - Fujiya & Miyagi (SXSW Sessions), Recorded Live on March 15, 2007

(Z)

5.4.07

Lindo!!#7

E porque hoje não se fala doutra coisa...
Bonnie "Prince" Billy - Cold & Wet d. Einar Baldvin


(C)

Bonnie 'Prince' Billy - profissão: cromo















O (muito mal explicado) cancelamento do concerto dos !!! no Porto, foi compensado com uma ida a Braga para assistir a mais uma visita desse verdadeiro homem da renascença que é Bonnie 'Prince' Billy, que tanto está à vontade como actor, stand-up comediant ou músico. E foi nestas últimas duas facetas que ele se apresentou no Theatro Circo para promover o seu último e muito aclamado trabalho, "The Letting Go" (do qual acabou por tocar menos que o desejado). Dono de uma invejável e prolífera produção discográfica, espalhada por variados projectos (Palace Music, Will Oldham), o americano teve muito por onde escolher para conseguir produzir o espectáculo verdadeiramente notável que, ao longo de quase duas horas, alternou pequenos tesouros de alternative country com hilariantes momentos de stand-up, terminando, de forma já mais contida, no papel de trovador folk.
Dawn McCarthy (que, com Nils Frykdahl, esteve na primeira parte sob o nome Faun Fables) foi o contraponto perfeito para a voz de Bonnie 'Prince' Billy nos duetos que com ele protagonizou, e que acabaram por se revelar os momentos mais altos da noite.



(Z)

Hot Chip - DJ Kicks




















Calhou aos Hot Chip a responsabilidade de escolher o repertório e fazer as remixes do próximo lançamento da série DJ Kicks com selo !K7 ( lançamento previsto para 22 de Maio).
Em cada edição, a !K7 escolhe um artista diferente para compilar o que lhes dá na gana, desde que produzam uma faixa propositadamente para a !K7, a incluir na dita compilação - My Piano é o inédito do quinteto britânico.
Esta edição da DJ Kicks não poderia ser mais improvável ou divertida, bem ao estilo dos Hot Chip e, os escolhidos são: Grovesnor, Tom Ze, Etta James, Young Leek, New Order, Positive K, Joe Jackson, Ray Charles, entre muitos outros.
Há que confiar no bom gosto dos moços, right?
E agora... o ovinho de Páscoa:

mp3:
Hot Chip - My Piano (@covercuriosity.net)

(C)

4.4.07

The Simpsons - The White Stripes Spoof

Enquanto esperamos por duas das mais aguardadas obras do ano, o filme dos Simpsons e o disco dos White Stripes, aqui fica um "dois em um" para aguçar o apetite:

(Z)

3.4.07

Montag














Se por acaso forem ao Canadá nos próximos tempos, exprimentem fechar os olhos e atirar um calhau para qualquer direcção à vossa volta. Da maneira que as coisas estão, de certeza que vão acertar na nova descoberta/revelação/hype do momento. É que eles reproduzem-se como coelhos....
E Montag, artesão de pop electrónica, é mais um que se junta à já longuíssima lista.
Vem de Vancouver e vai ter disco novo em Maio. "Going Places" (o título é bastante adequado) é quase um verdadeiro "who´s who" da música canadiana, tal é a quantidade de participantes/artistas convidados que por lá aparecem: Stars, M83, Beach House, Au Revoir Simone e...(tcharam!)... Final Fantasy!!
To be continued.....

Montag - Perfect Vision (2005)
M83 - Teen Angst (Montag Remix)

(Z)

Papercuts























Este é um daqueles álbuns absolutamente imprescindíveis.
Can´t Go Back é uma colecção preciosa de 10 músicas intemporais, extremamente bem escritas e produzidas. Editado pela Gnomonsong, editora de Devendra e Andy Cabic dos Vetiver - que também canta neste disco -, este álbum depressa se torna um vício.
Jason Quever é a força criativa, multi-instrumentista e voz dos Papercuts.
Eles andam aí... e ao que parece, em boa companhia: os Grizzly Bear.

mp3:
Dear Employee

mp3: Summer Long

mp3: John Brown

Papercuts@ myspace

(C)

2.4.07

Lindo!!#6

Four Tet - My Angel Rocks Back and Forth


(C)

Pop Levi 50+50=100

















30 de março de 2007.
Cerca de 50 pessoas num espaço com pouco mais que 50 m2.
Um curto concerto, preenchido a 100%. De energia, de entrega, de intensidade.
O previlégio de acompanhar o nascimento de um fenómeno.
O material de que as lendas são feitas...





(Z&C)