1.2.09

Dark Was The Night 7"


Esta simpática rodela faz parte da badalada compilação Dark Was The Night, a qual reúne uma catrefada de projectos/bandas/artistas de conotação indie, cheios de vontade de contribuir para uma boa causa com algo mais do que as roupas velhas que têm em casa.
A iniciativa, que pretende recolher fundos na luta contra a sida é, mais uma vez, da incansável Red Hot.
Como acontece com quase todas as colectâneas deste tipo, o resultado é irregular mas ainda assim bastante recomendável, com alguns pontos altos dignos de destaque. Dois deles, absolutamente imperdíveis, acabam de sair num 7" com duplo lado A, contendo a muito esperada colaboração entre os Dirty Projectors + David Byrne e um novo tema dos National.
A compra, por todas as razões e mais alguma, é obrigatória, por isso toca a alargar os cordões à bolsa antes que a coisa esgote...

Dirty Projectors + David Byrne - Knotty Pine
The National - So Far Around the Bend

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31.1.09

Brigitte Sofia

Sempre achei que Sofia Coppola tem french touch necessário para deixar a sua marca no cinema baguette. Assim algo bem blasé - em fundo parisiense - com o Louis Garrel, a Ludivine Sagnier e coisa e tal.
Não era bem isto que eu tinha em mente, mas...



Anúncio realizado por Sofia Copolla para a Dior, com música de BB.

30.1.09

eu tamém quero ir, ah eu tamém























Foquem bem os olhinhos no small print...

Peter Adams - "I Woke With Planets In My Face"























Este deu à rede e não hesitei em puxar, não tanto pelo Sr. Adams e companhia - cuja existência desconhecia por completo - mas mais pelo curioso título do disco e pela bela da capa.
Abençoada pescaria.
Ainda não ouvi outra coisa o dia inteiro. E sinto-me muito melhor.

1. In The Great Green Room
3. Conversation with the Moon
7. I Was Looking at the Ceiling, and then I Saw the Sky
11. Eyelids

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"Spiraling" (live)



myspace

29.1.09

Yuksek - Away From The Sea


















Depois do buzz, a confirmação.
A sensação electro-kitsch de 2009 tem no seu álbum de estreia a receita ideal para despertar o Gene Kelly que há em nós, e convencer-nos que não vai ser a merda da chuva que nos vai impedir de pinchar mais freneticamente que um kanguru com cio.
Basta juntar quantidades exactas de Justice, Chromeo e Tellier, para termos uma potente mezinha destinada a ouvidos saltitões, capaz de projectar alguma luz nestes dias cinzentos.
Atenção, perigo de electrocurtição.

Yusek - So Down
Yusek - So Far Away From The Sea
Yusek - Little Dirty Trip

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MySpace

26.1.09

Melpo Mene - "Bring The Lions Out"























Erik Mattiason e companhia estão de volta.
Quem tiver apreciado o "Holes" de estreia vai apaixonar-se por "Bring The Lions Out" à primeira escutadela - os 12 temas que compõem o disco apanham-nos desprevenidos e vão-nos encantando, num constante crescendo só sossegado por mais uma e outra audição. É assim de bom.
Depois, vai muito bem com o aconchego do lar neste nada meigo e infindável Inverno.
Menem-se pela vossa saúde.

1. Hit The Boy
3. Babes And Darlings
4. I Adore You
12. Dead On Arrival

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myspace

23.1.09

Butcher The Bar - Mercado Negro, Aveiro 22-01-09


Download vídeo

Fazer 50 km numa noite chuvosa para escutar algo que soaria lindamente debaixo de uns cobertores bem quentes pode parecer um contra-senso. E seria, caso o local escolhido para o primeiro concerto de BTB (aka Joel Nicholson) em Portugal não fosse o Mercado Negro, local com um belo historial de concertos memoráveis, aos quais se junta agora mais este.
A primeira impressão que fica de "Sleep At Your Own Speed" - o álbum de estreia -, com as suas vocalizações sussurradas sobre melodias simples e arranjos espartanos, é a de que o mancuniano adoptivo pretende soar mais a Elliott Smith que o próprio Smith, mas de forma ainda mais lenta e contida. No entanto, após repetidas audições, a suave emotividade das canções parece invadir os sentidos, começando a ganhar vida própria, e não tarda nada estamos a trautear as inúmeras frases catchy de antologia que por ali abundam, com um ar muito prazenteiro.
Ao vivo, aquilo que poderia facilmente cair num registo catatónico, revela-se refrescante e divertido. Joel não sendo propriamente um guitar hero, nem possuindo um leque muito diversificado de soluções vocais, tem uma presença bastante cativante e o que lhe falta em virtuosismo sobra-lhe em sentido de humor, amparado por um óptimo sidekick ocasional - Tom Smith, na segunda guitarra e voz.
A melancolia da música é permanentemente equilibrada com tiradas hilariantes, histórias sumarentas sobre a génese das canções e introduções jocosas a covers inesperadas, criando um clima contínuo de cumplicidade e boa disposição verdadeiramente impagável.
Só foi pena "Rounds" ter ficado de fora do alinhamento.

4 Ton...