25.7.12

Foxygen



Embora estejam a festejar 50 anos de vida, a verdade é que há mais de 30 que os Stones se transformaram numa assombração circense a funcionar em auto-paródia. Felizmente, há quem tenha o bom senso de homenagear os anos dourados de uma das bandas mais influentes de sempre com aquilo que realmente interessa: a música. Se Connan Mockasin aparenta ser a reencarnação de Brian Jones numa versão ainda mais psicadélica, estes meninos aqui em baixo são uma espécie de Dorian Gray em cujo retrato figuram os restos de Jagger & companhia.




farmácia de serviço







12.7.12

Alt-J mente!

Faltam apenas 10 dias, o salivanço é perfeitamente normal.
Todos juntos: "triangles are my favorite shape...."


A não perder aqui e muito provavelmente ali.





4.7.12

Modern Rivals


Vêm de Brooklyn e parecem o resultado de uma one night stand entre os Vampire Weekend e os Animal Collective. Conseguem acumular todos os clichés de pop eufórica da última década num pequeno EP de quatro temas e mesmo assim soar quase tão excitantes como se estivéssemos a ouvi-los pela primeira vez.


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29.6.12

Dirty dancing



Ahh, estava mesmo a precisar disto.

Savages


Doze anos seguidos de revivalismo pós-punk já começam a saturar. Cada vez que ouço alguém a pilhar mais uma linha de baixo aos Gang Of Four, martelar a torto e a direito numa cowbell ou picar as cordas da guitarra com os harmônicos da praxe, procuro ter um balde de vómito por perto.
Mas, como musicalmente sou pior que o Mr. Creosote, há sempre lugar para mais uma pastilhita de menta. E esta por acaso até é bem refrescante.


A rodela, um duplo lado A de 7" em edição limitada, pode ser encomendada aqui. Apressem-se os interessados porque deve esgotar num ápice.

27.6.12

Who's a friend of Virginia Astley?

Julia Holter live @ Centro Cultural Vila Flor, Guimarães 26-06-2012



Passei grande parte do concerto de ontem a matutar na pergunta que me surgiu logo após a primeira audição de Ekstasis: por que raio é que eu gosto particularmente disto?

Um disco preenchido por bizarras melodias, envoltas em camadas de vocalizações e teclados carregados de reverberação, não é propriamente a receita indicada para a adesão imediata.
Mas quando a proximidade à leveza pop das Au Revoir Simone ("In the Same Room") abre caminho para a erudição que pisca o olho a Laurie Anderson ("Boy in the Room"), tudo parece fazer o mais perfeito sentido, com a estranheza a dar lugar à sedução.

A resposta para a minha questão surgiu numa inspirada versão de "Moni Mon Ami" tocada em piano de cauda, num arranjo que manda às urtigas a atmosfera etérea do original. É ao vivo que estas músicas ganham uma dimensão mais encorpada, despidas de alguns dos artifícios de estúdio que as caracterizam e com o piano, bateria e violoncelo a criarem arranjos cuja beleza simples e directa sugere alguma familiaridade com o universo de Virginia Astley. E...bingo, é isso! Nós gostamos sempre do que nos é familiar, e horas incontáveis a gastar as estrias do "From Gardens Where We Feel Secure" tinham que deixar as suas consequências.

Nota positiva para o pequeno auditório do CCVF no que toca a luz, som e visibilidade. 
Nota muito positiva para a excelente programação que Rui Torrinha tem vindo a apresentar.
Nota negativa para a política retrógrada de proibição de registo de imagens, com o olhar patrulhador dos assistentes de sala a fazer-nos sentir como se estivéssemos em Alcatraz a tentar desviar talheres do refeitório. É a disseminação de informação audio-visual, com a total concordância dos visados, que faz com que concertos como este - que de outra forma estariam às moscas - tenham lotação esgotada. São locais públicos, pagos com o dinheiro dos contribuintes, e acreditem, meia dúzia de fotografias não vão roubar a alma aos artistas.