5.10.12

Norberto na terra dos lobos


Norberto Lobo, um dos poucos génios em actividade nesta república de bananas forjada faz hoje cento e dois anos, acaba de assinar mais uma obra-prima - Mel Azul - que irá apresentar hoje à noite em Bragança, no Auditório Paulo Quintela, pelas 22h.
Caso estejam nas redondezas não faltem, caso não estejam, aproveitem bem o último feriado de 5 de Outubro e ponham-se a caminho. É que não tem nada a ver, mas este gajo é o novo Carlos Paredes.
Ah, o belíssimo cartaz aqui em cima é da autoria da CC, uma artista muito cá da casa.

2.10.12

Optimist high


Vem mesmo a calhar. Um verão em versão director's cut, com as cenas extra a prolongarem-se descaradamente pelo outono adentro, precisava de uma banda sonora à altura.
Mais perfeita que esta era impossível.
Overgrown Path do multi-instrumentista Chris Cohen, habitual colaborador de Deerhoof, Ariel Pink ou White Magic (entre muitos outros), é uma pérola pop absolutamente viciante, uma verdadeira droga da felicidade de efeito imediato, mais eficaz do que qualquer "especiaria" inalável disponível no mercado, que em doses excessivas pode provocar um estado de optimismo irreversível.

Chris Cohen - Optimist High


farmácia de serviço

27.9.12

Puro deleite

Mais um brilharete de Julianna Barwick, desta feita com um cúmplice de cadastro irrepreensível.
Roberto Carlos (do projecto Helado Negro) fez o convite e Barwick correspondeu, elevando a coisa para lá de todas as expectativas. O resultado pode ser ouvido sob o nome de Ombre, e acaba de sair.
Imperdível.



Famácia de serviço

Grizzly Bear - Yet Again

Esta canção estava mesmo a pedir um vídeo à altura. Pois aqui está ele.
Ah, e sete pontos para atleta número um.

26.9.12

Paper Bag Ziggy

Já começa a tornar-se uma tradição. De cinco em cinco anos há uma comemoração/reedição/homenagem do álbum que catapultou David Bowie para a estratosfera e lhe garantiu um lugar vitalício no panteão dos rock gods.
Todo o mercantilismo associado é um isco garantido para os que o consideram um dos melhores discos de sempre (ou seja, todas as pessoas com bom gosto), o que já nos levou cá em casa a cometer algumas loucuras bem dispendiosas.
Felizmente esta, para além de bastante apetecível, não custa um tusto. O que é justo.


13.9.12

Born to cover

Laninha, agradece ao senhor.
A arte de pegar numa canção mediana e dar-lhe um ar de clássico instantâneo não é tarefa fácil.
(Já agora, onde é que eu vi aquela inenarrável puffy shirt?...)

Patrick Wolf - Born to Die


Golden Fable


Há bandas cujas influências são tão ostentatórias que fico na dúvida se acertaram na mouche ou estão com ela atrás da orelha, à espera que o decalque não saia na primeira lavagem.
No caso destes galeses - e porque sou uma presa fácil quando as luzinhas referentes a Cocteau Twins, Nick Drake ou Four Tet piscam na minha base de dados -, inclino-me mais para a primeira hipótese.
"Always Golden", single que antecedeu o álbum de estreia acabado de a sair, é um belíssimo naco de pop etérea de infiltração rápida, pena o vídeo ser uma caca.



Farmácia de serviço