Quem investir algum tempo livre a "cuscar" na blogosfera sobre projectos em fase de pré-revelação, provavelmente já deparou com algum dos temas que esta banda foi atirando às feras ao longo dos últimos meses, deixando muita gente com água na boca pelo o prato principal.
Pois eis que ele chega. "Give In", o álbum de estreia, é editado precisamente hoje, pela Rollcall Records.
Não é nada do que estávamos à espera. É muito melhor.
Aquando da edição daquele que é, de longe, um dos melhores discos de 2012, não resisti a perguntar a Miss White se não estaria a pensar voltar a terras lusas para promover o excelente "Silver Silver".
A resposta não se fez esperar: "Adorava!.... Se alguém me convidar."
Felizmente alguémconvidou. Por isso, tratem de reservar nas agendas dos vossos smartphones as datas de 4 e 5 de Fevereiro, para dois concertos imperdíveis. O primeiro em Bragança, no Museu do Abade de Baçal, pelas 22h. O segundo no Porto, nos Maus Hábitos (onde a foto em cima foi tirada, em 2009) à mesma hora.
Os preços das entradas, 5€ e 4€ respectivamente, são uma autêntica pechincha.
Quem faltar, está sujeito a uma coima que pode ir de 500€ a 3 meses de prisão.
Após um punhado de 7" que puseram os olheiros da "next big thing" a esfregar as mãos de contentamento, eis que chega finalmente "Out Of View" o antecipado álbum de estreia da banda londrina liderada por Stephanie Min, que tem nos My Bloody Valentine sua Estrela do Norte. Reúne os já conhecidos "Mallory", "You're So Cool" e "Do It Wrong", aos quais acrescenta mais uma série de potenciais singles que confirmam a forte inclinação para colar o pé ao pedal de fuzz e o talento nato para melodias infectuosas. A produção caseira - a cargo do proto-guitar-pop-hero Jerome Watson - embora ligeiramente mais polida, não causa mossa na sonoridade lo-fi que é um dos fortes atributos da banda.
Se se apressarem, uma limitadíssima edição do single "Do it Wrong" podeainda ser agarrada aqui. É o complemento ideal para "Teenage", outro tema de eleição recentemente editado pelos colegas acólitos dos MBV, Veronica Falls, e que está para adopção aqui.
Usar o carnaval como desculpa para sair à rua replicando uma das famosas personagens encarnadas por David Bowie na década de setenta, é capaz de já ter passado pela cabeça de muita gente.
O problema é que mesmo a cópia mais rasca de qualquer fatiota desenhada por Kansai Yamamoto terá sempre um custo injustificado, atendendo a que o mais provável, é chegar ao fim da noite num estado mais lastimável que o chapéu de um trolha.
Felizmente há alternativas low cost. Como esta hilariante indumentária, legitimada pelo camaleão himself, quando não tinha dinheiro para dentistas, quanto mais para adereços decentes :
Aqui está finalmente o novíssimo Ducktails e pronto a ser testado na totalidade. Um dos mais aguardados discos do ano. Ideal para quem precise de uma boa dose matinal de Real State, ou derivados, para atinar.
Londrino, 23 anos. É toda informação recolhida sobre Fyfe. Mais do que suficiente para ser sincero.
O que verdadeiramente interessa, é não deixar que o tema de apresentação de um EP a editar em Março, passe despercebido no meio da avalanche musical pós-natalícia. Com o seu riff de guitarra simples e directo a pairar sobre teclados deliciosamente retro (olá "Strawberry Fields"), "Solace" é um daqueles achados super orelhudos como só os melhores artesãos pop sabem fazer.
Ao terceiro disco, a banda de Marple (Manchester) consegue ir mais longe sem dar um salto maior que as pernas. Se os Field Music e Alexis Taylor decidissem um dia juntar esforços e surpreender-nos com uma colaboração particularmente inspirada, talvez soasse assim.
A semelhança vocal de Duncan Wallis com o líder dos Hot Chip é o veículo perfeito para serpentear por entre os desvios e solavancos de canções saturadas de um virtuosismo melódico que parece evocar o melhor de dois mundos.