The New Pornographers - "Myriad Harbour"
(C)
20.2.08
Slaraffenland - "Private Cinema"

É uma tarefa algo ingrata sumariar o novo álbum dos dinamarqueses Slaraffenland - ou, à portuguesa, os Terra do Leite e do Mel -, cada tema de "Private Cinema" merece uma apreciação não menos extensa que um ensaio.
Conterrâneos dos muito apreciados Efterklang, seguem-lhes as pisadas sonoras experimentais e atmosféricas, mas subtraem-lhes electrónica e acrescentam-lhes mais vozes.
Uma coisa é certa, este quinteto não se contenta com a via mais fácil, tanto a nível de composição como em termos de performance. O seu estilo muito próprio é bem capaz de não estar destinado a todos os ouvidos mas, quem anseie por uma experiência auditiva digna de provocar um curto-circuito na terra dos neurónios, não procure mais...
"Sleep Tight"
"Show Me The Way"
"The Run Up"
"You Win"
"Paranoid Android"
Download Zip
Site
Myspace
(C)
18.2.08
Weekend Shuffle #10

A Weather - The Feather Test
Get Well Soon - Born Slippy (Nuxx)
Sister Vanilla - Pastel Blue
Okay - Natural
Brian Campeau - Montreal
17 Hippies - The Moving Song
Annuals - River Run
The Billionaires - The End of Summer Song
Friska Viljor - Oh Oh
The Botticellis - Old Home Movies
Make Model - The Was
These New Puritans - Colours
Das Pop - Tired
Stephen Malkmus - Gardenia
The Epochs - Picture of the Sun
No kids - Neighbour's party
Download zip
(Z&C)
15.2.08
Bryan Scary & The Shredding Tears

A música de Bryan Scary é do mais exuberante que possam imaginar. Bem atestada de energia e com um peculiar sentido de humor.
Quase sempre, é um piano que conduz a uma pop-muito-retro, sempre com uma pincelada de cinismo a enfeitar a paisagem que, de outro modo, correria o risco de parecer um postal daqueles demasiado bonitinhos.
Queen, Zappa, ou os Beatles, serão com certeza, parte da discografia que sempre terá pululado a vida deste Bryan.
"Flight Of The Knife" é o seu 2º álbum e estará à venda a partir de 1 de Abril. Na web oficial do disco, pode descarregar-se gratuitamente 1 tema por semana até à data de publicação do mesmo.
"Misery Loves Company"
"Imitation Of The Sky"
"The Curious Disappearence of the Sky-Ship Thunder-Man"
site
myspace
(C)
14.2.08
frYars

A primeira coisa que me vem à cabeça após ouvir música deste calibre produzida pela selecção dos sub-21 (por onde passaram Patrick Wolf, Zach Condon, Sondre Lerche, etc...) é a maturidade musical demonstrada por gente que ainda não era nascida quando os Smiths encomendaram a alma ao criador. A segunda é: mas que porra andava eu a fazer com esta idade?
Com um EP editado ("The Ides", 2007) e outro a sair ("The Perfidy", 2008), frYars é o nome de guerra escolhido por Ben Garrett, londrino de 18 anos, amiguinho dos (ainda mais novos) Cajun Dance Party e Bombay Bicycle Club, e autor de um dos melhores temas que vamos ouvir este ano: "The Ides", um abanão para os sentidos algures entre Patrick Wolf e Bat For Lashes. A produção é do muito recomendável Luke Smith (ex Clor). Isto está a aquecer, caraças.
frYars - The Ides
frYars - Happy
+
Love Is All - Felt Tip (Fryars Remix)
Download zip
MySpace
(Z)
13.2.08
Lykke Li - Youth Novels

O EP “Little Bit” já tinha dado o alerta, agora "Youth Novels", o álbum de estreia, confirma-o em absoluto: esta rapariga está destinada para altos voos.
Inspiradíssima pop electrónica low-fi, com pinceladas de soul, e com o GPS orientado para os Blow, Sissy Whish e os Concretes.
A produção de Bjorn Yttling (Peter Bjorn & John), dá-lhe um toque minimalista, algo artesanal, com muito espaço para a imaginação, como só os suecos sabem fazer. O resultado é tiro e queda.
"Little Bit" é um hit instantâneo, que só espero não venha a ser sugado até ao tutano numa campanha publicitária de uma qualquer operadora de telemóveis (os sacanas parecem ter um gostinho especial pela suécia).
Lykke Li - Little Bit
O resto? Está aqui.
Site
Myspace
(Z)
12.2.08
A lady of a certain age
Little Annie & Paul Wallfisch - Casa das Artes de Famalicão, 09-02-08

Little Annie Bandez referiu-se ao jantar que antecedeu o espectáculo em Famalicão, como tendo sido excessivo mas irresistível.
Imagino que a ementa terá incluído meia dose de gravilha, dois ou três maços de Gitanes e uma lixa nº 3, porque uma voz destas - Marianne Faithfull que o diga -, não se alimenta a pão-de-ló e vinho do Porto.
Desde que o excelente "Songs From The Coal Mine Canary" reavivou (ou despertou) o interesse pela carreira desta sobrevivente artista, logo seguido pelo recente e belíssimo "When Good Things Happen to Bad Pianos" - razão da sua visita - , que o cabaret noir parece ter ficado, definitivamente, como o seu habitat natural.
A casa das Artes de Famalicão teve a oportunidade de o confirmar de forma inequívoca, no inesquecível concerto/performance que, durante hora e meia, manteve completamente cativada, uma plateia hipnotizada por um olhar tão perfurante que parece querer saltar das órbitas, pela teatral movimentação em palco, pelo discurso informal e bem humorado, e, principalmente, pela rudeza áspera de uma voz profunda, sobreposta numa fina camada de veludo - como um velho teatro que, mesmo desgastado pelo peso dos anos, consegue manter todo o seu imponente esplendor - sensação plenamente reforçada pela oportuna interpretação de temas como "Yesterday When I Was Young" ou "It Was a Very Good Year", sempre com uma fragilidade no fio da navalha, como que a queimar os últimos cartuchos.
A acompanhá-la esteve, como vem sendo hábito, Paul Wallfisch, com o seu virtuosismo muito cool, criando ao piano o contraponto perfeito para a voz de Annie, o qual, conforme se pôde constatar, vai ter seguimento em mais um disco. Ajudou ainda a tornar surpreendentemente audível o manhoso "Private Dancer" e a dar vida nova a "I Still Haven't Found What I‘m Looking For" - continua a ser música negra, mas é outro tipo de negritude.
Acabou em beleza, com o muito (timidamente?) aguardado "If You Go Away".
(Z)

Little Annie Bandez referiu-se ao jantar que antecedeu o espectáculo em Famalicão, como tendo sido excessivo mas irresistível.
Imagino que a ementa terá incluído meia dose de gravilha, dois ou três maços de Gitanes e uma lixa nº 3, porque uma voz destas - Marianne Faithfull que o diga -, não se alimenta a pão-de-ló e vinho do Porto.
Desde que o excelente "Songs From The Coal Mine Canary" reavivou (ou despertou) o interesse pela carreira desta sobrevivente artista, logo seguido pelo recente e belíssimo "When Good Things Happen to Bad Pianos" - razão da sua visita - , que o cabaret noir parece ter ficado, definitivamente, como o seu habitat natural.
A casa das Artes de Famalicão teve a oportunidade de o confirmar de forma inequívoca, no inesquecível concerto/performance que, durante hora e meia, manteve completamente cativada, uma plateia hipnotizada por um olhar tão perfurante que parece querer saltar das órbitas, pela teatral movimentação em palco, pelo discurso informal e bem humorado, e, principalmente, pela rudeza áspera de uma voz profunda, sobreposta numa fina camada de veludo - como um velho teatro que, mesmo desgastado pelo peso dos anos, consegue manter todo o seu imponente esplendor - sensação plenamente reforçada pela oportuna interpretação de temas como "Yesterday When I Was Young" ou "It Was a Very Good Year", sempre com uma fragilidade no fio da navalha, como que a queimar os últimos cartuchos.
A acompanhá-la esteve, como vem sendo hábito, Paul Wallfisch, com o seu virtuosismo muito cool, criando ao piano o contraponto perfeito para a voz de Annie, o qual, conforme se pôde constatar, vai ter seguimento em mais um disco. Ajudou ainda a tornar surpreendentemente audível o manhoso "Private Dancer" e a dar vida nova a "I Still Haven't Found What I‘m Looking For" - continua a ser música negra, mas é outro tipo de negritude.
Acabou em beleza, com o muito (timidamente?) aguardado "If You Go Away".
(Z)
Subscrever:
Mensagens (Atom)
