9.11.07

Grizzly Bear - Friend


O novo dos Grizzly Bear, não sendo propriamente um disco de originais, é um disco original.
O EP de onze temas, agrupa reinterpretações (por vezes bastante radicais) de músicas incluídas em "Yellow House" e "Horn of Plenty", algumas coisas novas, versões, e participações especiais dos amigos mais chegados, como os Band of Horses, Beirut, Atlas Sound ou as CSS.
Uma data de pontas soltas que acabam por constituir um trabalho bastante coeso e apetecível.
Quem disse que restos não são um bom alimento?

Alligator (Choir Version)
Knife (covered by CSS)
Knife (covered by Atlas Sound)
Deep Blue Sea (Daniel Rossen home recording)

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(Z)

Ed Harcourt - The Best Of Ed Harcour, Until Tomorrow Then

Ed Harcourt é um nome indispensável em qualquer colecção de discos que se preze.
Se por acaso ainda houver alguém que não lhe tenha prestado a devida atenção, esta é a oportunidade ideal para remediar o caso, e entrar pela porta grande no universo de um dos melhores cantautores da actualidade.
É que sai este mês um CD duplo, que reúne o melhor (tarefa difícil, com resultados discutíveis) dos seus cinco álbums de estúdio até à data, mais dois temas nunca editados, um dos quais ("You Put A Spell On Me") acaba de sair em single (7") com tema extra ("Sunday") no lado B.
Aqui fica uma amostra (e como bónus, a versão de "Atlantic City" que saiu numa Uncut com covers de Springsteen):

All Your Days Will Be Blessed
Born In The 70's
Visit From The Dead Dog
You Put A Spell On Me
Atlantic City

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(Z)

replay

Radiohead Testcast: Entanglement (pt1)


Radiohead Testcast: Entanglement (pt2 - Bjork's Unravel)


(C)

+ Radiohead...

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Os Radiohead colocaram ontem esta posta no seu blog:

" helo... there will be something on the box tonight, its another test but right now we are entangled in cables however, weather permitting our technical experts will resolve the entanglement, it will be broadcast as a quicktime h.264 stream.
If youve got a mac you'll already probably have quicktime player, if youve got a pc and it doesnt work, you might need to download the installer (click here to download and install) then click on to www2.radiohead.tv. If you would like to view the webcast in the luxury of your own media player (such as VLC, quicktime or realplayer), then copy and paste this address:
rtsp://89.167.182.32:80/entanglement2.sdp".
Stanley

Já estou farta de clicar mas não se passa nada... só um boneco armado em Dj. Andem lá com a cena que já está a ficar tardito!

Update @ 5 AM - Finalmente! Já está a dar e é imperdível, garanto-vos.

(C)

6.11.07

Jimi Tenor & Kabu Kabu + James Chance + Justus Köhnke - Trama/Clubbing, CDM, Porto, 03-11-07

Jimi Tenor & Kabu Kabu
Jimi Tenor, o excêntrico finlandês mutante, mesmo tendo tido algum azar na sua segunda investida ao Porto, não se deixou abater por uma sala 2 desoladoramente vazia, dando um concerto empolgante.
Veio apresentar o interessantíssimo "Joystone", lançado este ano, fazendo-se acompanhar por uma banda que inclui o trio africano Kabu Kabu (ex colaboradores de Fela Kuti), oferecendo-nos uma dose massiva de afro-beat e jazz-funk personalizado, com influências de Sun Ra, Antibalas, Pharoah Sanders, e, claro está, Fela kuti.
Mesmo não sendo nada de novo, é de ouvir e chorar por mais.



James Chance & Les Contorsions
O diabólico e já entradote James Chance (mais um a tocar para as moscas), para além de partilhar com Jimi Tenor a escolha de instrumentos (sax e teclas), é também um grandessíssimo cromo, embora no caso dele, pareça ser uma ocupação a tempo inteiro.
Imparável, alternou a sua possuída e admirável perícia instrumental com um estilo vocal que, já tendo visto melhores dias, lembra um James Brown (de quem tocou "King Heroin") em versão rockabilly, com direito a uns passitos de dança algo decadentes que não destoariam num filme de David Lynch.
Uma experiência sonora feita de free-jazz, punk-jazz revestido de R&B em alta velocidade, que teve os seus altos e baixos.


Entretanto, em total contraste com o que se passava em cima, toda a zona dos bares, na parte de baixo da CDM, estava já repleta de gente que, em clima de festa rija, assistia à fantástica prestação do alemão Justus Köhnke. A multidão que rodeava o homem da Kompakt, acabou por incluir as duas bandas acima citadas, muito ao jeito de um final feliz hollywoodesco.


(Z)

The Lionheart Brothers - Dizzy Kiss

Ultimamente têm aparecido uma série de bandas que vão beber alguma da sua inspiração à cena shoegazer dos anos 90, numa versão revista e actualizada, com resultados altamente positivos.
Os noruegueses The Lionheart Brothers (nome "roubado" a um livro de Astrid Lindgren) são um óptimo exemplo disso. Oriundos de um país com um clima muito pouco convidativo, não admira que passassem grande parte do tempo em casa, tentando criar algo que lhes aquecesse a alma. Esse algo, é uma pequena maravilha de dream-pop psicadélico, que Brian Wilson ou os My Bloody Valentine, não desdenhariam ter feito. Dizzy Kiss, o segundo álbum agora editado, é um disco simplesmente arrebatador (e "Hero Anthem", raios a partam, um verdadeiro portento!).

Hero Anthem
50 Souls And A Discobowl
Bring It Down

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(Z)

Se não tocam esta... nunca mais lhes falo!



(C)

5.11.07

Fujiya & Miyagi - Fest 2007, Santa Maria da Feira -02/11/07


Havia um de nós ainda não totalmente recomposto da frustração de ter perdido o concerto dos Fujiya & Miyagi na CDM no ano passado mas, - e apesar de algum cepticismo - lá se foi fazendo à ideia que era desta que matava toda a curiosidade acerca do trio fantástico ao vivo (os bilhetes comprados de véspera ajudaram a acalmar os ânimos…).
Inseridos na nova rubrica do Festival Internacional de Cinema Jovem de Sta Mª da Feira, o Fest Sound, os coolest boys de Brighton presentearam-nos com um pequeno/grande concerto, ainda não totalmente digerido de forma conveniente a transpor em palavras.
As surpresas sucederam-se a um ritmo que não deixava fechar a boca: logo à chegada o espanto pelo reduzidíssimo número de pessoas que aguardava o concerto - Tramados pelo Festival de Artes Performativas a decorrer no Porto? Terá sido cancelado, chegámos demasiado cedo, demasiado tarde? - incógnitas como estas espelhavam-se nos rostos das 6 ou 7 pessoas presentes. Escusado será dizer que foi com enorme satisfação que demos conta que os próprios F&M, a dada altura, também já passeavam a cerveja e o cigarro, descontraidamente, pelo átrio do Teatro António Lamoso, onde (insolitamente) o espectáculo viria a decorrer.
Aos primeiros acordes de "Ankle Injuries" e do murmúrio incessante de David Best - "Fujiya, Miyagi... Fujiya, Miyagi" -, ficou claro que fazíamos parte da festa privada, onde não mais de 40 pessoas puderam vibrar com a enorme demonstração de classe e bom gosto que se espalhou ao longo dos temas que compõem o álbum "Transparent Things" - krautrock em versão funk, através do groove contagiante do baixo de Matt Hainsby, da batida simples e eficaz da caixa de ritmos e da subtileza das teclas da responsabilidade de Steve Lewis, das vocalizações sussurradas e guitarra picada de David – tudo servido com extrema simplicidade e prazer genuínos.
Entre o "Sucker Punch", os "uhs" aspirados do tema punk-funk do novo single "Uh" e a explosão do hit "Collarbone", a reduzida plateia foi forçada a esquecer alguma da timidez inicial e a reagir de forma mais expressiva, com movimentos de pés e acenos de cabeça que pareciam concordar com "got to get a new pair of shoes, to kick it with her, not kick it with you". Os presságios funestos iniciais, por esta altura, já se haviam dissipado por completo, dando lugar à enorme satisfação de ver saciadas todas as expectativas criadas em torno destes rapazes.
Já no encore, desculparam-se pelo "Uh" repetente que se seguiria, - houve quem lhes roubasse um enorme sorriso, com a sugestão de que estavam à vontade para repetir todo o alinhamento.
Depois foi a vez de sair da festa com os discos autografados, um desejo correspondido de imediato com uma simpatia e solicitude nunca vistos - à falha da caneta que trazíamos, o próprio David se prontificou a tentar arranjar outra e até ofereceu uma cervejita...





(Z&C)

1990s






















O vocalista Jackie Mckeown e o baixista Jamie Mcmorrow já são veteranos nas lides musicais de Glasgow. Em meados dos anos 90 fizeram parte dos Yummy Fur, cujos band-mates eram, nada mais nada menos que, Alex Kapranos e Paul Thomson dos Franz Ferdinand.
Longe dos sons neuróticos dos Yummy Fur e, após terem andado um pouco perdidos, os meninos parecem ter encontrado o caminho com os 1990s e apostam agora em sonoridades mais imediatas, de puro rock 'n' roll.
(Curiosamente, existe uma banda de Chicago com o mesmo nome -apenas com o acréscimo do "The"-, cujo álbum de estreia, Cold & Kind merece uma escutadela.)
Quanto aos 1990s (os de Glasgow), fizeram o favor de guarnecer as suas Cookies com canções catchy e despretenciosas, daquelas de fácil trautear.

1990s - You'r Supposed to be My Friend
1990s - You Made Me Like It (via fileden.com)

1990s - See You At The Lights


Myspace

(C)